- A partir deste domingo, inicia-se a Avaliação Pré-Operacional (APO) na Bacia da Foz do Amazonas.
- O teste simula um vazamento de petróleo e é realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Petrobras.
- A simulação deve durar de três a quatro dias e avaliará a capacidade de resposta da Petrobras em emergências.
- Aproximadamente 400 profissionais participarão, com o apoio de 13 embarcações e três aeronaves.
- A realização bem-sucedida do teste pode influenciar a decisão do Ibama sobre a licença para perfuração na região, que já foi negada anteriormente.
Poderá ter início neste domingo a Avaliação Pré-Operacional (APO), um teste de simulação de vazamento de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Petrobras. O exercício, que deve durar de três a quatro dias, visa avaliar a capacidade de resposta da empresa em situações de emergência.
Durante a APO, serão verificados aspectos como a funcionalidade dos equipamentos, a agilidade da equipe de resposta, a capacidade de resgatar animais afetados e a eficácia da comunicação com autoridades e comunidades locais. Esses procedimentos estão alinhados com o Plano de Emergência Individual (PEI) e o Plano de Proteção à Fauna (PPAF), já aprovados conceitualmente pelo Ibama.
Cerca de 400 profissionais estarão envolvidos na operação, que contará com 13 embarcações e três aeronaves. Dois centros de atendimento e reabilitação de fauna, localizados em Oiapoque (AP) e Belém (PA), estarão prontos para atender aves, tartarugas e mamíferos marinhos, como golfinhos e peixes-boi.
A realização bem-sucedida do teste pode acelerar a análise final do Ibama sobre a licença para a perfuração do poço na região. Em um caso semelhante na Bacia Potiguar, a licença foi concedida logo após a simulação. Contudo, o projeto enfrenta resistência, já que em maio de 2023 o Ibama havia negado a licença e, posteriormente, um parecer técnico recomendou novamente a rejeição.
A decisão final sobre a licença de perfuração será tomada pelo Ibama após a realização da APO, que não incluirá a perfuração de poços durante o teste. A área de pesquisa está situada a 175 km da costa do Amapá e a mais de 500 km da foz do Rio Amazonas, o que, segundo estudos, descarta a possibilidade de óleo atingir a terra em caso de vazamento.
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