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Indígenas denunciam mineradora por impactos ambientais no Vale do Jequitinhonha

Comunidade indígena Pankararu/Pataxó processa Sigma Mineração por danos de R$ 36 milhões devido a impactos ambientais e de saúde.

Indígenas da comunidade Pankararu da região de Araçuaí (MG), no Vale do Jequitinhonha, fazem protesto (Foto: Reprodução)
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  • A comunidade indígena Pankararu/Pataxó, em Araçuaí (MG), processou a Sigma Mineração por R$ 36 milhões em danos.
  • A ação judicial menciona explosões frequentes, poluição do ar e racionamento de água.
  • Moradores relatam problemas de saúde, especialmente entre crianças e idosos, e danos nas casas, como rachaduras.
  • A Sigma Mineração é responsável pelo projeto “Grota do Cirilo”, o maior complexo de mineração de lítio do Brasil.
  • A empresa não se manifestou sobre as alegações da comunidade.

A comunidade indígena Pankararu/Pataxó, localizada em Araçuaí (MG), ajuizou uma ação judicial contra a Sigma Mineração, responsável pela exploração de lítio na região. O pedido de indenização é de R$ 36 milhões por danos morais e materiais, conforme relatado pelo cacique Ivanildo Cardoso da Silva.

Os moradores da comunidade alegam que a atividade minerária tem causado explosões constantes, poluição do ar e racionamento de água. Além disso, há relatos de problemas de saúde, especialmente entre crianças e idosos, e danos estruturais nas residências, como rachaduras. Os impactos são atribuídos ao projeto “Grota do Cirilo”, considerado o maior complexo de mineração de lítio em operação no Brasil.

A ação judicial destaca que, apesar de a Sigma se autodenominar “a mais verde do mundo” por adotar práticas sustentáveis, a realidade na comunidade é alarmante. Os indígenas afirmam que a empresa orientou os moradores a não consumirem a água do Rio Piauí, oferecendo caixas-d’água que são reabastecidas apenas uma vez por mês, muitas vezes insuficientes para atender às necessidades básicas.

Impactos Ambientais e Sociais

Os relatos incluem ainda a contaminação do solo e a presença de infestações de morcegos nas residências, resultado do desequilíbrio ambiental causado pela mineração. Dados do Global Forest Watch indicam que a área perdeu cerca de 2,66 km² de cobertura florestal desde a instalação da Sigma em 2021.

Moradores como Uakyrê Araçuai expressam sua preocupação com a deterioração da qualidade de vida. “Está sendo afetado nossos modos de vida. Há muitos problemas respiratórios por causa da poeira”, afirma. Além disso, a economia local também foi impactada, com aumento nos preços de aluguéis e transporte.

A Sigma Mineração não se manifestou sobre as alegações feitas na ação judicial. A situação da comunidade Pankararu/Pataxó evidencia os desafios enfrentados por populações indígenas diante da exploração mineral e seus efeitos diretos na saúde e no meio ambiente.

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