- A Espanha enfrenta uma crise de incêndios florestais com quatorze focos ativos.
- Mais de setecentas pessoas foram desalojadas e mil estão confinadas.
- A situação é crítica em Castela e Leão, onde dez incêndios estão em andamento.
- A Proteção Civil informou que algumas regiões, como Galiza e Astúrias, apresentam melhorias.
- Os incêndios já consumiram cerca de quatrocentos mil hectares em 2023, resultando em quatro mortes e trinta e quatro mil setecentas e setenta pessoas desalojadas temporariamente.
A Espanha enfrenta uma grave crise de incêndios florestais, com 14 focos ativos que já resultaram em mais de 700 pessoas desalojadas e mil confinadas. A situação é crítica, especialmente em Castela e Leão, onde a Proteção Civil relata que 10 incêndios estão em andamento.
A diretora-geral da Proteção Civil, Virginia Barcones, destacou que, apesar de algumas melhorias em regiões como Galiza e Astúrias, a situação em Castela e Leão continua complicada. “O trabalho é lento, mas favorável na maior parte dos incêndios,” afirmou Barcones, ressaltando que as condições meteorológicas atuais não são ideais para a extinção das chamas.
Nos últimos dias, a Espanha registrou um aumento no risco de reativações dos incêndios, que têm se mostrado agressivos e complexos. A previsão é de que as condições climáticas melhorem a partir de terça-feira, 26 de setembro. A Proteção Civil também alertou para a possibilidade de novos incêndios surgirem.
Mobilização de Recursos
Para combater a situação, a Espanha conta com um grande dispositivo de ajuda internacional, ativado em 11 de agosto, que inclui equipes de nove países da União Europeia. Além disso, a Unidade Militar de Emergências (UME) está presente em dez dos incêndios mais preocupantes.
Os incêndios já consumiram cerca de 400 mil hectares em 2023, estabelecendo um recorde anual. Até o momento, quatro pessoas morreram devido aos incêndios, e 34.770 foram temporariamente desalojadas. As autoridades também detiveram 46 pessoas por suspeitas de crimes relacionados aos incêndios.
A crise coincide com uma onda de calor severa que atingiu a Espanha entre 3 e 18 de agosto, a mais longa já registrada no país. A situação continua a exigir atenção e esforços significativos das autoridades locais e internacionais.
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