- Quatorze pinguins-de-Magalhães foram soltos na Praia de Moçambique, em Santa Catarina, após reabilitação.
- Os animais foram recebidos por uma plateia animada e seguiram para o mar após serem liberados.
- Este ano, seiscentos pinguins foram resgatados, mas apenas quarenta sobreviveram.
- O Projeto de Monitoramento da Bacia de Santos (PMP-BS), coordenado pela Petrobras, realiza a recuperação de aves marinhas machucadas.
- A médica veterinária Dariana Nesello destacou a gravidade das lesões nos pinguins e a gratificação pelo sucesso da reabilitação.
Na Praia de Moçambique, em Santa Catarina, 14 pinguins-de-Magalhães foram soltos nesta segunda-feira, 25, após passarem por um processo de reabilitação. Os animais, que chegaram em gaiolas, foram recebidos por uma plateia animada e, assim que liberados, seguiram para o mar com passos engraçados, simbolizando a vitória do trabalho realizado pela R3 Animal.
Este ano, 600 pinguins foram resgatados, mas apenas 40 conseguiram sobreviver. O Projeto de Monitoramento da Bacia de Santos (PMP-BS), coordenado pela Petrobras, tem se dedicado à recuperação de aves marinhas machucadas, muitas das quais foram vítimas de instrumentos de pesca. Um dos pinguins, resgatado na Praia de Bombinhas em julho, chegou com um anzol no olho, mas após tratamento, conseguiu se recuperar e foi liberado.
Dariana Nesello, médica veterinária do PMP-BS/R3 Animal, destacou a dificuldade de ver o estado em que os pinguins chegam para reabilitação. A maioria apresenta lesões graves e sinais de afogamento. “É muito gratificante ver que o nosso esforço deu certo: conseguimos formar um grupo saudável, que agora voltou para a natureza”, afirmou.
A soltura dos pinguins representa um marco importante para a conservação da espécie e evidencia a importância do trabalho de reabilitação em um cenário onde as aves marinhas enfrentam diversas ameaças. Mesmo com o baixo número de sobreviventes, a ação é um reflexo do comprometimento das equipes envolvidas na recuperação e proteção da fauna local.
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