- O governo de São Paulo anunciou medidas de contingência devido à crise hídrica na Grande São Paulo.
- A partir da noite de 27 de setembro, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) reduzirá a pressão do fornecimento de água durante a madrugada por oito horas.
- A ação visa economizar 4 metros cúbicos de água por segundo, autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp).
- Os reservatórios estão com apenas 38,4% de sua capacidade, o menor nível desde a crise de 2014/2015.
- O governo também lançará uma campanha de conscientização sobre o uso racional da água e implementará manobras operacionais para evitar perdas por vazamentos.
O governo de São Paulo anunciou novas medidas de contingência devido à crise hídrica que afeta a Grande São Paulo. A partir da noite de 27 de setembro, a Sabesp começará a reduzir a pressão do fornecimento de água durante a madrugada, com duração de oito horas. Essa ação visa economizar 4 metros cúbicos de água por segundo e foi autorizada pela Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp).
Os reservatórios da região estão com apenas 38,4% de sua capacidade, o menor nível desde a crise hídrica de 2014/2015. A falta de chuvas, que resultou em apenas 8,3% do volume esperado em agosto, motivou essa decisão. A Sabesp garantiu que residências com caixa d’água não devem sentir os efeitos da redução da pressão.
Campanha de Conscientização
Além da redução da pressão, o governo paulista lançará uma campanha de conscientização para incentivar o uso racional da água. A presidente da SP Águas, Camila Viana, destacou a importância da colaboração da população para enfrentar a estiagem. A Sabesp também implementará manobras operacionais temporárias para evitar perdas por vazamentos.
O Sistema Integrado Metropolitano (SIM), que abastece a Grande São Paulo, opera atualmente com um nível médio de 39,2%, abaixo do habitual para esta época do ano. A companhia afirmou que a estrutura interligada de mananciais garante maior segurança no abastecimento, mesmo em momentos críticos.
Monitoramento e Projeções
O governo estadual, por meio da Semil e da Arsesp, monitora diariamente os dados dos mananciais. A situação atual é considerada preocupante, mas não há risco imediato de desabastecimento. A Sabesp enfatiza que a robustez do sistema, aprimorada após crises anteriores, permite uma melhor gestão da água. A previsão é que a situação melhore com a chegada das chuvas na segunda quinzena de setembro.
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