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Setor privado é essencial para financiar ações climáticas, afirma economista da ONU

Mahmoud Mohieldin destaca a urgência de investimentos privados para enfrentar a crise climática e a importância da COP30 no Brasil

O egípcio Mahmoud Mohieldin, enviado especial das Nações Unidas para o financiamento da Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável (Foto: Amr Abdallah Dalsh - 12.set.22/Reuters)
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  • A crise climática exige investimentos de US$ 1,3 trilhão em países em desenvolvimento para ações climáticas.
  • Mahmoud Mohieldin, enviado especial da ONU para o financiamento da Agenda 2030, pede maior participação do setor privado nesse financiamento.
  • Durante a COP29, os países ricos prometeram apenas US$ 300 bilhões, representando 23% do necessário.
  • O Fundo Florestas Tropicais para Sempre, criado pelo Brasil, busca arrecadar US$ 125 bilhões para conservação florestal.
  • A COP30, que ocorrerá em novembro em Belém, discutirá a integração entre desenvolvimento, clima e biodiversidade.

À medida que a crise climática se intensifica, países em desenvolvimento enfrentam a necessidade urgente de investimentos significativos, estimados em US$ 1,3 trilhão para ações climáticas. Mahmoud Mohieldin, enviado especial da ONU para o financiamento da Agenda 2030, defende uma maior participação do setor privado nesse financiamento, destacando que o fluxo de recursos tem sido historicamente lento.

Durante a COP29, realizada no Azerbaijão, ficou evidente que os compromissos financeiros dos países ricos são insuficientes, com apenas US$ 300 bilhões prometidos, representando 23% do total necessário. Mohieldin enfatiza que, diante de desafios políticos e orçamentários, é crucial explorar parcerias público-privadas e soluções do setor privado para enfrentar a crise climática.

Iniciativas Promissoras

Um exemplo positivo é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), criado pelo Brasil, que busca arrecadar US$ 125 bilhões para conservação florestal. O fundo, que contará com apoio de países como Noruega e Alemanha, reinvestirá os recursos, beneficiando tanto investidores quanto nações tropicais que protegem suas florestas. Mohieldin ressalta que essa iniciativa está alinhada ao conceito de contabilidade social da ONU, que visa integrar indicadores sociais e ambientais à economia.

Além disso, a COP30, marcada para novembro em Belém, será uma oportunidade para discutir a integração entre desenvolvimento, clima e biodiversidade. Mohieldin acredita que a conferência pode abordar a falsa dicotomia entre esses temas, promovendo projetos que beneficiem todas as áreas simultaneamente.

Expectativas para a COP30

O enviado da ONU também comentou sobre os desafios enfrentados em Belém, como os altos preços de acomodação, mas acredita que soluções serão encontradas. Ele destacou que a COP30 é uma continuidade de esforços anteriores e que a experiência acumulada pode ajudar a superar obstáculos.

Mohieldin expressou otimismo em relação ao progresso em áreas como a redução de emissões da indústria marítima e a integridade dos mercados de carbono. Ele acredita que a COP30 pode ser um marco importante para operacionalizar compromissos financeiros assumidos desde o Acordo de Paris, promovendo um avanço significativo na luta contra a crise climática.

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