- A Sabesp iniciará a redução da pressão da água na Região Metropolitana de São Paulo a partir de 27 de agosto de 2025.
- A medida será aplicada diariamente das 21h às 5h para economizar água devido à estiagem e ao baixo nível dos reservatórios.
- A ação visa reduzir perdas e evitar vazamentos, com uma expectativa de economia de cerca de 4 mil litros de água por segundo.
- Moradores de bairros altos e afastados do Centro podem enfrentar falta de água, enquanto imóveis com caixa-d’água devem sentir menos os efeitos.
- O nível médio das represas do Sistema Cantareira era de 35,7% até 26 de agosto, e a precipitação em agosto de 2025 foi de apenas 8% do esperado.
A partir desta quarta-feira, 27 de agosto de 2025, a Sabesp iniciará a redução da pressão da água em toda a Região Metropolitana de São Paulo. A medida será aplicada diariamente das 21h às 5h e visa economizar água em meio à estiagem e ao baixo nível dos reservatórios.
A ação é preventiva e atende a uma deliberação da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp). O objetivo é reduzir perdas e evitar vazamentos, preservando os reservatórios que abastecem a região. Segundo a Sabesp, a redução da pressão deve economizar cerca de 4 mil litros de água por segundo.
A empresa informou que imóveis com caixa-d’água devem sentir menos os efeitos da medida. No entanto, casas em bairros mais altos e afastados do Centro podem enfrentar falta de água. A Sabesp destacou que a redução da pressão é uma estratégia já utilizada em crises hídricas anteriores, como entre 2014 e 2016.
Situação dos Reservatórios
Até a noite de 26 de agosto, o nível médio das represas do Sistema Cantareira era de apenas 35,7%, enquanto a média geral dos reservatórios estava em 38,2%. A Sabesp ressaltou que agosto é tradicionalmente o mês mais seco do ano, e em 2025, a precipitação foi de apenas 8% do esperado.
O diretor-presidente da Arsesp, Thiago Mesquita Nunes, explicou que a redução da pressão visa minimizar as perdas de água nos vazamentos subterrâneos. “Durante a madrugada, o usuário pode perceber falta de água, mas ela deve voltar no início da manhã”, afirmou.
Impacto nos Moradores
Moradores de bairros afastados, como Itaim Paulista, já relataram problemas com a falta de água. A aposentada Teresa Godois mencionou que a situação é complicada, especialmente para quem tem familiares doentes. O técnico de edificações Paulo Roberto também expressou preocupação, afirmando que a falta de água pode se agravar com a nova medida.
A Sabesp está ciente dos desafios enfrentados pela população e reforça a importância do uso consciente da água. A situação atual é considerada melhor do que a crise de 2014, mas ainda exige atenção e cuidados por parte dos moradores.
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