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Entidades latino-americanas exigem justiça climática na COP30

Organizações pedem inclusão de comunidades locais e reconhecimento da população afrodescendente nas negociações climáticas da COP30 em Belém

Indígenas de várias etnias participam de marcha como parte da programação do Acampamento Terra Livre, em Brasília (Foto: Pedro Ladeira - 8.abr.25/Folhapress)
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  • Vinte organizações da sociedade civil da América Latina e do Caribe lançaram um manifesto em defesa da participação de comunidades locais nas negociações climáticas da COP30, que ocorrerá em Belém em novembro.
  • O documento foi apresentado após uma reunião ministerial preparatória na Cidade do México, onde representantes de governos da região se reuniram.
  • O manifesto destaca a necessidade de incluir povos indígenas, afrodescendentes, mulheres e juventudes nas ações climáticas.
  • As organizações pedem maior ambição na implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e proteção de ecossistemas estratégicos.
  • Leticia Leobet, assessora internacional da ONG Geledés, afirmou que o reconhecimento da população afrodescendente é uma prioridade nas negociações.

Vinte organizações da sociedade civil da América Latina e do Caribe lançaram um manifesto em defesa da participação de comunidades locais nas negociações climáticas da COP30, que ocorrerá em Belém em novembro. O documento foi apresentado após uma reunião ministerial preparatória na Cidade do México, onde representantes de governos da região se reuniram.

O manifesto destaca que a ação climática justa e efetiva requer a inclusão de povos indígenas, afrodescendentes, mulheres e juventudes. O texto ressalta a importância da biodiversidade e da riqueza cultural da região, que são preservadas por esses grupos. “Seus conhecimentos e práticas ancestrais sustentam a vida e as economias em um contexto de crescente vulnerabilidade climática”, afirma o documento.

Entre as organizações signatárias estão a Climate Action Network Latin America, a Rede Indígena Bribri e Cabécar, e o Geledés – Instituto da Mulher Negra. O grupo pede maior ambição na implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e a proteção de ecossistemas estratégicos, além de financiamento climático direto e planos de adaptação às mudanças climáticas.

Leticia Leobet, assessora internacional da ONG Geledés, destacou que o encontro no México foi crucial para aproximar a sociedade civil dos chefes de Estado. Durante a reunião, o embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP, afirmou que o reconhecimento da população afrodescendente é uma prioridade nas negociações. O manifesto busca garantir que esse compromisso se traduza em ações concretas durante a COP30.

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