- A província de Neuquén, na Argentina, registrou um aumento de 548 terremotos induzidos entre 2018 e junho de 2025.
- O fenômeno está associado à exploração de hidrocarbonetos em Vaca Muerta, onde o fracking é utilizado desde a década de 2010.
- Dados do Observatório de Sismicidade Induzida mostram que, no primeiro semestre de 2025, ocorreram 36 tremores, superando os 33 do mesmo período em 2024.
- Os terremotos podem causar danos estruturais e problemas de saúde mental na população local.
- Um projeto de lei propõe a criação de semáforos sísmicos e zonas de exclusão de 15 quilômetros em áreas sensíveis, aguardando aprovação.
Aumento de terremotos em Vaca Muerta gera preocupações na Argentina
A província de Neuquén, na Argentina, enfrenta um aumento alarmante de terremotos induzidos, com 548 ocorrências registradas entre 2018 e junho de 2025. Esse fenômeno está diretamente relacionado à exploração de hidrocarbonetos em Vaca Muerta, um dos maiores depósitos de gás de xisto e petróleo não convencional do mundo, onde o fracking é amplamente utilizado desde a década de 2010.
Os dados do Observatório de Sismicidade Induzida (OSI) revelam que, apenas no primeiro semestre de 2025, foram contabilizados 36 tremores, superando os 33 do mesmo período em 2024. O aumento da intensidade e frequência dos tremores levanta preocupações sobre os impactos estruturais e de saúde mental na população local, que vive em constante apreensão.
Impactos do fracking
Os terremotos induzidos podem causar rachaduras em edificações, deslizamentos de terra e problemas de saúde mental, como ansiedade e estresse. A infraestrutura da indústria petrolífera também é afetada, com riscos de derramamentos e vazamentos que podem contaminar aquíferos. Apesar dos riscos, as avaliações de impacto ambiental das empresas que operam na região não consideram a sismicidade induzida.
Organizações como a Fundação Ambiente e Recursos Naturais (Farn) têm buscado responsabilizar as empresas e exigir medidas de controle. Um projeto de lei que propõe a criação de semáforos sísmicos e zonas de exclusão de 15 quilômetros em áreas sensíveis foi apresentado, mas ainda aguarda aprovação.
Propostas de monitoramento
Os semáforos sísmicos funcionam como um sistema de alerta, permitindo que a população e as autoridades sejam informadas sobre a atividade sísmica. Com isso, espera-se que operações de fracking sejam reduzidas ou interrompidas em caso de tremores significativos. A proposta visa proteger a população e a infraestrutura civil, sem proibir completamente a prática do fracking.
A situação em Vaca Muerta destaca a necessidade urgente de um equilíbrio entre a exploração de recursos naturais e a segurança da população, enquanto a pressão por soluções eficazes aumenta.
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