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“Prazo se aproxima enquanto oportunidades ainda estão disponíveis”

Johan Rockström alerta que a falta de ação global pode levar a um colapso civilizacional, destacando a urgência de reformas na COP30.

Johan Rockström: “O que precisamos agora [em COPs] são sessões de prestação de contas em que países sejam responsabilizados pelo progresso, discutindo soluções e financiamento” (Foto: Jadranko Marjanovic/Divulgação)
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  • Johan Rockström, diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático, alerta que seis limites planetários foram ultrapassados, comprometendo a estabilidade climática.
  • Ele destaca a necessidade urgente de colaboração global, especialmente com a COP30 se aproximando, que ocorrerá no Brasil.
  • Rockström enfatiza a falta de ação coletiva e menciona que a geopolítica e o negacionismo dificultam a cooperação.
  • Durante a COP29, ele e especialistas pediram reformas nas cúpulas climáticas, sugerindo que a COP30 deve focar em prestação de contas e soluções.
  • O pesquisador também expressa preocupação com a exploração petrolífera na Amazônia e acredita que o Brasil pode liderar uma nova abordagem climática.

Johan Rockström, diretor do Instituto Potsdam para Pesquisa de Impacto Climático, alerta que seis dos limites planetários foram ultrapassados, colocando em risco a estabilidade climática. Em entrevista, ele destaca a urgência de uma colaboração global, especialmente com a aproximação da COP30, que ocorrerá no Brasil.

Rockström, que introduziu o conceito de limites planetários há mais de duas décadas, expressa preocupação com a falta de ação coletiva. Ele observa que, apesar da resiliência do planeta, a geopolítica e o negacionismo dificultam a cooperação necessária. “A única chance de retornarmos a um espaço operacional seguro é que todas as nações colaborem”, afirma.

Durante a COP29, Rockström e outros especialistas assinaram uma carta pedindo reformas nas cúpulas climáticas. Ele acredita que a COP30 deve focar em prestação de contas e soluções, em vez de novas negociações. “Precisamos conectar formalmente a mudança climática com a natureza”, ressalta.

O pesquisador também se preocupa com as tensões no Brasil, especialmente em relação à exploração petrolífera na Amazônia. Rockström reconhece que o Brasil tem potencial para liderar uma nova abordagem climática, considerando a importância das comunidades indígenas e a interconexão entre clima e natureza.

Com a janela de oportunidade se fechando rapidamente, Rockström enfatiza que a mudança transformativa é necessária. O orçamento global de carbono restante é alarmantemente baixo, e a urgência para agir é crítica. Ele conclui que, embora o futuro possa parecer sombrio, ainda há soluções disponíveis para evitar um colapso civilizacional.

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