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Garimpo diminui em terras indígenas com ações do governo, revela Greenpeace Brasil

Garimpo ilegal reduz em Terras Indígenas, mas TI Sararé ainda enfrenta devastação de 1.080 hectares e pressão contínua sobre o território

Mineração ilegal na Terra Indígena Sararé, na Amazônia (Foto: Reprodução)
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  • O garimpo ilegal em terras indígenas teve uma redução significativa no primeiro semestre de 2025, segundo dados do Greenpeace Brasil.
  • A Terra Indígena Yanomami registrou uma queda de 95,18% e a Terra Indígena Munduruku, de 41,53%, em comparação ao ano anterior.
  • A Terra Indígena Sararé ainda enfrenta desafios, com 1.080 hectares devastados.
  • Aproximadamente 252 hectares de floresta foram perdidos devido ao garimpo, uma queda em relação aos 417 hectares do ano passado.
  • Lideranças indígenas pedem a implementação de projetos sustentáveis para a recuperação e preservação de suas terras.

A atividade de garimpo ilegal em terras indígenas apresentou uma redução significativa no primeiro semestre de 2025, conforme dados do Greenpeace Brasil. As ações de desintrusão coordenadas pelo Ministério dos Povos Indígenas resultaram em uma queda de 95,18% na Terra Indígena Yanomami e 41,53% na Terra Indígena Munduruku, em comparação ao mesmo período do ano anterior. No entanto, a Terra Indígena Sararé ainda enfrenta desafios, com 1.080 hectares devastados.

Os dados revelam que, ao longo dos primeiros seis meses de 2025, aproximadamente 252 hectares de floresta foram perdidos devido ao garimpo, uma queda em relação aos 417 hectares do ano passado. A TI Yanomami teve a menor perda, com 8,16 hectares, enquanto a TI Munduruku registrou 11,81 hectares e a TI Kayapó, que começou a ser monitorada em maio, teve 232,1 hectares afetados.

Desafios Persistentes

Apesar dos avanços, o Greenpeace alerta que o garimpo ilegal já ocupa cerca de 4,38% dos 67 mil hectares da TI Sararé, território dos povos Nambikwara. Quatro operações de desintrusão foram realizadas, mas a pressão sobre a área continua alta. O porta-voz da Frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil, Grégor Daflon, enfatiza a necessidade de ações mais robustas para desarticular a logística do garimpo.

Em uma reunião de lideranças em Manaus, Alessandra Korap Munduruku destacou a importância de projetos de etnodesenvolvimento e turismo comunitário. Julio Ye’kwana Yanomami ressaltou que os indígenas devem estar ativamente envolvidos na defesa de seus territórios, propondo o uso de drones para monitoramento. Patkore Kayapó alertou sobre os impactos negativos do garimpo, como a entrada de facções criminosas e a degradação ambiental.

As lideranças indígenas pedem a implementação de projetos sustentáveis que garantam a recuperação e a preservação de suas terras, enfatizando que a luta contra o garimpo deve ser contínua e coletiva.

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