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Ibama apura compra de gado por JBS e frigoríficos de áreas desmatadas

Ibama intensifica fiscalização e autua frigoríficos por compra de gado de áreas desmatadas, com multas que somam R$ 49 milhões

Área desmatada da floresta amazônica na reserva indígena Cachoeira Seca, no Pará (Foto: Reprodução)
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  • O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) notificou doze frigoríficos, incluindo dois da JBS, por compra de gado de áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia.
  • A ação foi divulgada em um comunicado no dia dezenove de outubro e é resultado de uma investigação sobre a triangulação de gado com fazendas consideradas “limpas”.
  • O Ibama apreendeu mais de sete mil cabeças de gado em duas mil e cem hectares de propriedades com uso comercial bloqueado por desmatamento.
  • As multas aplicadas totalizam R$ 49 milhões. Anteriormente, seis frigoríficos já haviam sido multados em R$ 4 milhões pela compra de gado de áreas embargadas.
  • O Ibama ressaltou que produzir, vender ou comprar gado de áreas embargadas é crime ambiental e que a investigação continua.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) notificou 12 frigoríficos, incluindo dois da JBS, por compra de gado proveniente de áreas desmatadas ilegalmente na Amazônia. A ação foi divulgada em um comunicado na quinta-feira, 19 de outubro, e resulta de uma investigação sobre a aquisição de gado que foi triangulado com fazendas consideradas “limpas” para ocultar sua origem irregular.

Como parte da operação, o Ibama apreendeu mais de 7.000 cabeças de gado em 2.100 hectares de propriedades que tiveram seu uso comercial bloqueado devido ao desmatamento. Além disso, foram aplicadas multas que somam R$49 milhões. O órgão ambiental já havia multado anteriormente seis frigoríficos em R$4 milhões pela compra direta de 8.172 cabeças de gado de áreas embargadas.

Entre os frigoríficos notificados, estão também as empresas Frigol e Mercurio. A Frigol contestou a acusação, afirmando que não adquiriu gado da fazenda mencionada pelo Ibama. Por sua vez, Lincoln Bueno, presidente do conselho da Mercurio, destacou que a empresa utiliza uma terceirizada para monitorar a origem dos animais abatidos, garantindo que não compra de propriedades com irregularidades ambientais.

O Ibama enfatizou que produzir, vender ou comprar gado de áreas embargadas é considerado crime ambiental, e os responsáveis serão autuados. A investigação continua, e o órgão busca coibir práticas que contribuem para o desmatamento e a degradação ambiental na região amazônica.

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