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Ibama decide revisar a vazão da usina de Belo Monte para garantir sustentabilidade

Ibama pede revisão do hidrograma da usina Belo Monte para proteger ecossistemas e comunidades locais afetadas na Volta Grande do Xingu

Foto: Reprodução
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  • A Norte Energia, responsável pela usina hidrelétrica de Belo Monte, recebeu uma recomendação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para apresentar uma nova proposta de hidrograma para a Volta Grande do Xingu.
  • A sugestão foi feita após anos de monitoramento e denúncias sobre os impactos ambientais e sociais da usina, que opera desde 2019.
  • O Ibama reconheceu a necessidade de revisar as vazões de água, que atualmente prejudicam a biodiversidade e a vida das comunidades locais.
  • O hidrograma atual tem sido criticado por reduzir em até 70% a área inundada pelo Xingu durante a cheia, afetando a reprodução de peixes e a vegetação.
  • O Ibama ainda não definiu um prazo para a apresentação da nova proposta pela Norte Energia, enquanto moradores e organizações locais monitoram os impactos da hidrelétrica.

A Norte Energia, operadora da usina hidrelétrica de Belo Monte, recebeu uma recomendação do Ibama para apresentar uma nova proposta de hidrograma para a Volta Grande do Xingu. Essa sugestão surge após anos de monitoramento e denúncias sobre os impactos ambientais e sociais da usina, que opera desde 2019.

A diretoria de licenciamento do Ibama reconheceu a necessidade de revisar as vazões de água que afetam a biodiversidade e a vida local. O atual hidrograma, que estipula os volumes de água liberados mensalmente, tem sido criticado por causar danos à reprodução de peixes e à vegetação, além de comprometer a subsistência dos moradores da região. Estudos técnicos indicam que a vazão atual reduz em até 70% a área inundada pelo Xingu durante a cheia, afetando diretamente o ciclo de vida de várias espécies.

Desde a conclusão da instalação das turbinas, em 2019, o hidrograma em vigor tem sido um ponto crítico no processo de renovação da licença de operação da usina, que venceu em 2021. Apesar disso, a usina continua operando, pois a Norte Energia solicitou a renovação dentro do prazo legal. O modelo de operação da hidrelétrica, que desvia entre 70% e 80% das águas do Xingu, levanta preocupações sobre o equilíbrio ecológico da região.

O Ibama, em sua análise mais recente, afirmou que ainda não foi possível estabelecer um esquema de vazões que garanta a manutenção dos ecossistemas e dos modos de vida das comunidades locais. A diretoria sugeriu a criação de um painel com representantes de diversos órgãos governamentais para discutir a nova proposta de hidrograma, que deve considerar tanto as recomendações do Ibama quanto os aspectos de segurança energética do país.

Enquanto isso, moradores e organizações locais, como o Monitoramento Ambiental Territorial Independente (MATI), têm realizado esforços para monitorar os impactos da hidrelétrica e sugerir alternativas que respeitem os ciclos naturais do rio. A situação continua em análise, e o Ibama ainda não definiu um prazo para a apresentação da nova proposta pela Norte Energia.

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