- Jovens de comunidades tradicionais da Amazônia apresentaram dezoito projetos de adaptação climática na iniciativa Juventude pelo Clima, promovida pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam).
- Os projetos visam combater o desmatamento e preservar a cultura local, com foco nas necessidades das comunidades.
- Participantes de seis estados brasileiros colaboraram com líderes comunitários para desenvolver suas propostas.
- Rilary Borari, da Terra Indígena Alter do Chão, propôs um projeto de cultivo de plantas medicinais ameaçadas pelo desmatamento.
- Daiane Felipe de Brito, de Axixá do Tocantins, apresentou um projeto para monitorar babaçuais usando drones. A iniciativa também oferece ajuda de custo mensal de R$ 700,00 para apoiar a formação acadêmica dos jovens.
Jovens de comunidades tradicionais da Amazônia apresentaram dezoito projetos de adaptação climática na iniciativa Juventude pelo Clima, promovida pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). As propostas visam combater o desmatamento e preservar a cultura local, refletindo as necessidades das comunidades.
Os participantes, oriundos de seis estados brasileiros, desenvolveram suas ideias em colaboração com líderes comunitários. Rilary Borari, 22, da Terra Indígena Alter do Chão, focou em um projeto de cultivo de plantas medicinais, ameaçadas pelo desmatamento. “O turismo trouxe desmatamento para construção de hotéis, o que prejudica nossa vegetação”, explica Rilary, que estuda medicina na Universidade Federal da Fronteira Sul.
A conexão com a cultura local foi essencial na elaboração dos projetos. Rilary, com a ajuda da anciã Raimunda, catalogou espécies medicinais e planejou uma horta comunitária. O material coletado será disponibilizado em formato digital, visando a preservação do conhecimento tradicional. Apesar da falta de recursos, Rilary está determinada a expandir seu projeto e sonha em criar uma unidade básica de saúde para a população indígena.
Propostas de Sustentabilidade
Daiane Felipe de Brito, 25, de Axixá do Tocantins, também apresentou um projeto focado na preservação dos babaçuais, fundamentais para a economia local. Ela planeja usar drones para monitorar as plantações e denunciar queimadas. “Se não lutar pelo babaçu, estarei deixando de lutar pela minha história”, afirma Daiane, que estuda na Universidade Federal do Tocantins.
A iniciativa Juventude pelo Clima não apenas apoia a formação acadêmica dos jovens, com uma ajuda de custo mensal de R$ 700, mas também incentiva seu retorno às comunidades. Paula Guarido, coordenadora do Núcleo de Estudos Indígenas do Ipam, destaca que a luta pela preservação ambiental está intrinsecamente ligada à manutenção da cultura.
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