- A Câmara Municipal de Niterói realizou uma audiência pública para discutir a regulamentação do voo livre após o acidente que resultou na morte dos pilotos de parapente Luan Calor e Vanessa Nascimento.
- O secretário executivo, Felipe Peixoto, anunciou que a pista permanecerá fechada até que novas normas sejam implementadas.
- Dulce Calor, mãe de Luan, pediu mudanças na legislação e sugeriu homenagens aos pilotos.
- O secretário de Meio Ambiente, Gabriel Velasco, comprometeu-se a viabilizar as homenagens e destacou a necessidade de maior fiscalização das atividades de voo livre.
- A nova regulamentação será desenvolvida em colaboração com a Secretaria de Meio Ambiente, visando a segurança operacional e a preservação ambiental.
A Câmara Municipal de Niterói promoveu uma audiência pública na última quarta-feira para discutir a regulamentação do voo livre na cidade, em resposta ao trágico acidente que resultou na morte dos pilotos de parapente Luan Calor e Vanessa Nascimento no Parque da Cidade. O secretário executivo, Felipe Peixoto, anunciou que a pista permanecerá fechada até a implementação de novas normas.
Durante a audiência, Dulce Calor, mãe de Luan, expressou sua dor e exigiu mudanças na legislação. “Foi muito difícil pegar a certidão de óbito do meu filho, uma vez que eu peguei a certidão de nascimento dele,” afirmou, questionando a falta de ações preventivas. Ela também sugeriu que as rampas do parque sejam nomeadas em homenagem aos dois pilotos.
O secretário de Meio Ambiente, Gabriel Velasco, comprometeu-se a viabilizar a proposta de homenagear Luan e Vanessa. Ele destacou a necessidade de intensificar a fiscalização das atividades de voo livre, uma preocupação também levantada por Dulce, que questionou a atuação da prefeitura na supervisão das escolas de voo.
Propostas de Regulamentação
Peixoto informou que a prefeitura está desenvolvendo uma nova regulamentação para a pista, em colaboração com a Secretaria de Meio Ambiente. “Enquanto não tivermos uma solução definitiva, não permitiremos mais decolagens,” enfatizou. A audiência, convocada pela Secretaria de Meio Ambiente, abordou a criação de normas que complementem as diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), focando na segurança operacional e preservação ambiental.
O instrutor de voo Paulo Alvares, com 25 anos de experiência, apresentou sugestões para a nova regulamentação, incluindo a gestão da rampa por uma associação sem fins lucrativos, com transparência financeira e troca de diretoria a cada dois anos.
O acidente ocorrido em 8 de agosto deixou uma filha de 3 anos órfã, que agora está sob os cuidados da avó materna. Após a tragédia, a prefeitura suspendeu as decolagens no Parque da Cidade e convocou a audiência para discutir a segurança das operações de voo. A Anac, por sua vez, reiterou que atua apenas em casos de denúncia e recomendou que os pilotos busquem habilitação em associações reconhecidas.
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