- O escaravelho-vermelho, praga originária da Ásia, foi identificado no Uruguai, afetando oito departamentos.
- A praga já causou danos a palmeiras em várias partes do mundo e gera preocupação no Brasil e na Argentina, que estão em alerta máximo.
- Uma palmeira centenária desabou em Soca, a cerca de 60 quilômetros de Montevidéu, evidenciando a gravidade da situação.
- O tratamento das palmeiras afetadas custa cerca de R$ 118,00 por ano para cada árvore, e medidas de controle estão sendo implementadas.
- As autoridades monitoram a situação, mas o escaravelho-vermelho ainda não foi detectado em território argentino ou brasileiro.
Uma nova ameaça se espalha pelo Uruguai: o escaravelho-vermelho, uma praga originária da Ásia, foi identificado em oito departamentos do país. O inseto, que já causou estragos em palmeiras em diversas partes do mundo, agora gera preocupação em países vizinhos, como Brasil e Argentina, que estão em alerta máximo.
Recentemente, uma palmeira centenária desabou em Soca, a cerca de 60 quilômetros de Montevidéu, revelando a presença do escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus). A engenheira agrônoma Carola Negrone, que identificou a praga em 2022, destaca que a situação é crítica. “Estamos em uma situação incontrolável”, afirma Gastón Colominas, engenheiro agrônomo e produtor de palmeiras, ressaltando que a praga já se espalhou rapidamente.
O escaravelho-vermelho ataca principalmente a espécie Phoenix canariensis, mas também pode afetar palmeiras nativas. A temperatura acima de 15 ºC favorece sua proliferação, o que preocupa especialistas. Locais icônicos, como a Rambla de Montevidéu, já mostram sinais de destruição, com palmeiras perdendo suas folhas verdes.
Medidas de Controle
Um Comitê de Espécies Exóticas Invasoras, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, busca estabelecer um protocolo de manejo. Entretanto, as ações atuais são fragmentadas, dependendo de iniciativas locais. O tratamento das palmeiras afetadas é oneroso, custando cerca de 118 dólares por ano para cada árvore. A endoterapia e o controle biológico são algumas das estratégias utilizadas.
A experiência das Ilhas Canárias, onde um plano rigoroso de controle foi implementado, serve de modelo. O governo uruguaio ainda precisa decidir sobre as palmeiras em propriedades privadas, enquanto a Prefeitura de Rocha já proibiu a entrada de novas palmeiras na região, visando proteger o ecossistema local.
As autoridades argentinas e brasileiras monitoram a situação de perto, embora o escaravelho-vermelho ainda não tenha sido detectado em seus territórios. A luta contra essa praga é uma corrida contra o tempo, e o futuro das palmeiras no Uruguai permanece incerto.
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