- As Terras Indígenas da Amazônia são essenciais para a preservação da floresta, regulação do clima, economia e biodiversidade.
- Em 2025, Belém sediará a Conferência das Partes (COP 30), onde povos indígenas apresentarão planos climáticos.
- Essas terras perderam apenas 1% da floresta nativa nas últimas três décadas, enquanto áreas privadas perderam 20%.
- As Terras Indígenas armazenam mais de 12 bilhões de toneladas de carbono, representando cerca de 30% do carbono florestal da Amazônia.
- A preservação dessas áreas evita a emissão de 31 milhões de toneladas de carbono anualmente, contribuindo para a agricultura e a economia brasileira.
As Terras Indígenas da Amazônia desempenham um papel crucial na preservação da floresta e na regulação do clima, além de serem essenciais para a economia e a biodiversidade. Em 2025, Belém sediará a COP 30, onde povos indígenas apresentarão planos climáticos que evidenciam sua contribuição vital para o futuro do planeta.
Esses territórios, que perderam apenas 1% da floresta nativa nas últimas três décadas, contrastam com a perda de 20% em áreas privadas, segundo o MapBiomas. Essa preservação é fundamental para a estabilidade climática, já que as Terras Indígenas armazenam mais de 12 bilhões de toneladas de carbono, representando cerca de 30% do carbono florestal da Amazônia. Manter essa reserva é equivalente a estacionar toda a frota global de carros por seis anos.
Além disso, as Terras Indígenas evitam a emissão de 31 milhões de toneladas de carbono na atmosfera anualmente, oferecendo um serviço natural que é até 42 vezes mais barato do que tecnologias de captura de carbono em usinas fósseis. As árvores dessas áreas também contribuem para a formação de “rios voadores”, que transportam umidade do Acre ao Paraná, garantindo a chuva que sustenta 80% da agropecuária brasileira.
Impacto na Agricultura e Economia
A produção agrícola brasileira depende diretamente das Terras Indígenas, que influenciam 57% do agronegócio nacional. Sem a floresta, a agricultura enfrentaria sérios problemas, afetando desde a comida na mesa até a energia nas casas. Joenia Wapichana, presidenta da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), destaca que as comunidades indígenas utilizam técnicas tradicionais que respeitam o meio ambiente, promovendo a proteção de mananciais e o uso sustentável das plantas.
A COP 30 em Belém busca dar visibilidade à importância das Terras Indígenas, mostrando que ações cotidianas, como beber água ou acender a luz, estão interligadas à preservação desses territórios. A expectativa é que a conferência evidencie que proteger as Terras Indígenas é essencial para garantir um futuro sustentável para todos.
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