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Quase mil pinguins são encontrados mortos em apenas 12 dias no litoral paulista

Investigações apuram causas das mortes de pinguins-de-magalhães no litoral paulista após registro de 880 animais mortos em agosto

Pinguins encontrados mortos na praia do litoral sul do estado (Foto: Reprodução)
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  • Entre 15 e 26 de agosto, foram encontrados 880 pinguins-de-magalhães mortos no litoral sul de São Paulo, nos municípios de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida.
  • Apenas um pinguim foi resgatado com vida durante esse período.
  • A temporada de encalhes ocorre anualmente entre junho e dezembro, com picos em julho e agosto.
  • No dia 19 de agosto, foram registrados 176 pinguins mortos em um único dia.
  • As causas das mortes estão sendo investigadas, com hipóteses que incluem parasitas e dificuldades alimentares.

No litoral sul de São Paulo, 880 pinguins-de-magalhães foram encontrados mortos entre 15 e 26 de agosto. Os registros ocorreram nos municípios de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida, conforme dados do Instituto de Pesquisas de Cananéia (IPeC). Durante esse período, apenas um pinguim foi resgatado com vida.

A temporada de encalhes de pinguins ocorre anualmente entre junho e dezembro, com picos em julho e agosto. No entanto, o número elevado de mortes em um curto espaço de tempo é considerado raro na região monitorada. No dia 19 de agosto, foram contabilizados 176 pinguins mortos em um único dia, enquanto o pinguim resgatado segue em reabilitação.

Os corpos dos pinguins estavam em estágio avançado de decomposição, dificultando a identificação precisa das causas das mortes. Entre as hipóteses levantadas pelo IPeC estão parasitas, interação com a pesca, dificuldades alimentares e os efeitos da migração. A espécie se reproduz na Argentina, Chile e Ilhas Malvinas, migrando para águas mais quentes após o período reprodutivo.

Orientações ao Público

O IPeC solicita que, ao encontrar um pinguim ou outro animal marinho debilitado, a população entre em contato imediatamente. É importante não tocar no animal ou tentar devolvê-lo ao mar. Caso o animal esteja morto, não deve ser enterrado ou ter partes retiradas. A preservação dos corpos é essencial para futuras investigações.

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