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Belém enfrenta desafios em hospedagens, mas já foi referência em turismo de luxo

Belém enfrenta escassez de leitos e alta nos preços, dificultando a confirmação de países para a COP 30 em 2025.

Entrada do antigo Café ou Hotel da Paz, em Belém (Foto: Reprodução)
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  • Belém enfrenta desafios na hospedagem para a COP 30, marcada para novembro de 2025.
  • Apenas 47 dos 196 países confirmaram presença, em parte devido à especulação de preços.
  • A cidade, que teve seu auge no ciclo da borracha, possui infraestrutura hoteleira considerada insuficiente.
  • Espera-se a chegada de cerca de 50 mil visitantes, mas os altos preços e a falta de leitos são preocupações.
  • O historiador Márcio Neco destaca a necessidade de diálogo entre os setores para garantir uma recepção adequada.

Belém, a antiga “Paris N’América”, enfrenta desafios significativos em sua rede de hospedagem às vésperas da COP 30, marcada para novembro de 2025. A cidade, que já foi um centro de luxo durante o ciclo da borracha, agora se vê com apenas 47 dos 196 países confirmados para o evento, em parte devido à especulação de preços e à escassez de leitos.

Historicamente, Belém viveu um período de grande efervescência econômica no início do século XX, atraindo viajantes e comerciantes de todo o mundo. O historiador Márcio Neco destaca que a cidade se consolidou como um dos principais destinos da América, com uma rede hoteleira que incluía o icônico Grande Hotel, inaugurado em 1913. Este hotel não apenas oferecia acomodações, mas também experiências culturais e gastronômicas, refletindo a sofisticação da época.

Atualmente, a expectativa é de que cerca de 50 mil visitantes cheguem para a COP 30, mas a infraestrutura hoteleira é considerada insuficiente. Os altos preços e a falta de leitos disponíveis são preocupações que podem impactar a participação de países no evento. Neco observa que, embora a COP 30 não represente um apogeu econômico como a Belle Époque, é uma oportunidade para a cidade mostrar sua capacidade de acolhimento.

A especulação de preços é um fator crítico, e o historiador ressalta que é necessário um diálogo entre os setores envolvidos para garantir uma recepção adequada. Ele menciona que Belém já demonstrou sua capacidade de acolher grandes eventos, como o Círio de Nazaré, que reúne anualmente mais de um milhão de pessoas. Essa experiência pode ser um indicativo de que a cidade está pronta para receber a COP 30, com a esperança de que o evento impulsione o turismo e a cultura local.

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