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Queda de incêndios florestais no Brasil em 2025 surpreende especialistas e autoridades

Brasil registra a menor área queimada da história em 2025, mas alerta para risco elevado de incêndios entre agosto e outubro

Brigadistas realizam simulação de queima prescrita em área da Reserva Natural Serra do Tombador, em Cavalcante (GO) (Foto: Reprodução)
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  • O Brasil registrou em 2025 a menor área queimada da série histórica, resultado de condições climáticas favoráveis e ações de prevenção.
  • A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, implementada em 2024, contribuiu para a redução dos incêndios.
  • No Pantanal, a área queimada diminuiu quase 99% em relação a 2024, passando de 1,6 milhão de hectares para cerca de 20 mil hectares.
  • O governo do Pará decretou situação de emergência ambiental e climática para reforçar o combate ao desmatamento e queimadas.
  • Apesar da melhora, há 339 municípios em alerta alto para incêndios, principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

O Brasil registrou em 2025 a menor área queimada da série histórica, um resultado atribuído a condições climáticas mais amenas e a ações de prevenção efetivas, como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. Após os severos incêndios de 2024, que queimaram recordes de áreas, a situação atual é um alívio.

No fim de julho, o sistema de monitoramento Pantera, do Instituto Homem Pantaneiro, detectou um incêndio de cinco quilômetros na Bolívia, próximo ao Pantanal. Brigadistas estavam prontos para combater as chamas, mas uma chuva torrencial extinguiu o fogo. O biólogo Sergio Barreto destacou que as condições climáticas têm sido favoráveis, contribuindo para a redução dos incêndios.

Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais indicam que a área queimada em 2025 é a menor desde 2017. Especialistas apontam que o trauma dos incêndios do ano anterior gerou um “efeito do medo”, levando a uma diminuição natural no uso do fogo. Ane Alencar, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, afirmou que as pessoas afetadas por grandes incêndios tendem a ser mais cautelosas no ano seguinte.

Avanços na Prevenção

O governo brasileiro tem avançado na gestão de incêndios florestais. A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, em vigor desde 2024, promove a coordenação entre diferentes esferas de governo e a sociedade civil. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima aumentou o orçamento e o número de brigadistas, facilitando a execução de ações preventivas.

Isabel Schmidt, professora da Universidade de Brasília, alertou que, embora o ano esteja sendo tranquilo até agora, o pior período de risco de incêndios ainda está por vir, concentrando-se entre agosto e outubro. Há 339 municípios em alerta alto, principalmente nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sudeste.

Situação no Pantanal

O Pantanal, em particular, teve uma diminuição de quase 99% na área queimada em comparação a 2024, passando de 1,6 milhão de hectares para cerca de 20 mil hectares. Barreto ressaltou que as medidas preventivas implementadas desde os incêndios de 2019 e 2020, como a criação da Brigada Alto Pantanal, têm sido cruciais. Essa brigada realiza trabalho contínuo de prevenção e combate ao fogo.

O governo do Pará, por sua vez, decretou situação de emergência ambiental e climática, visando reforçar o combate ao desmatamento e queimadas. Com a COP30 se aproximando, a expectativa é de que as chuvas ajudem a manter a Amazônia livre de grandes incêndios durante o evento.

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