- O Brasil perde anualmente 46 milhões de toneladas de alimentos, o que representa quase um terço da produção nacional.
- Esse desperdício afeta a segurança alimentar e contribui para as emissões de gases de efeito estufa.
- Uma avaliação do Radar All4Food em 19 empresas do setor alimentício revelou que nenhuma delas estabeleceu metas para reduzir desperdícios, conforme o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12.3.
- Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que 13,2% dos alimentos produzidos globalmente se perdem logo após a colheita.
- A urgência de ações efetivas é crescente, especialmente com a aproximação da Conferência das Partes (COP 30), que revisará metas climáticas e de segurança alimentar.
O Brasil enfrenta um alarmante desperdício de alimentos, com 46 milhões de toneladas perdidas anualmente, o que representa quase um terço da produção nacional. Esse cenário impacta diretamente a segurança alimentar e contribui para as emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Recentemente, o Radar All4Food avaliou 19 empresas do setor alimentício e constatou que nenhuma delas estabeleceu metas para reduzir desperdícios, conforme o ODS 12.3. Essa falta de compromisso evidencia a ineficácia das ações na cadeia produtiva.
Dados da FAO indicam que 13,2% dos alimentos produzidos globalmente se perdem logo após a colheita, e a América Latina e Caribe, que abriga 9% da população mundial, responde por 20% das perdas globais. O desperdício de alimentos não apenas agrava a fome, mas também representa 8% a 10% das emissões globais de GEE, com cada quilo de alimento jogado fora liberando metano, um gás 28 vezes mais potente que o CO₂.
A pesquisa do Instituto Pensi revelou que, entre as ações de combate à insegurança alimentar de 150 grandes empresas, apenas 0,44% focava na produção e logística. A maioria das iniciativas se concentra em doações e campanhas de consumo, ignorando a necessidade de melhorias nas etapas iniciais da cadeia.
A urgência de ações efetivas é crescente, especialmente com a aproximação da COP 30, que revisará metas climáticas e de segurança alimentar. Instituir indicadores padronizados, como os do Radar PDA, pode aumentar a transparência e permitir que a sociedade civil, investidores e governos cobrem resultados efetivos. Combater o desperdício é, portanto, uma questão de saúde pública e sustentabilidade ambiental.
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