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Agosto de 2025 registra o menor número de queimadas em quase 30 anos

Brasil registra em agosto de 2025 a menor quantidade de queimadas da história, com ações governamentais e clima favorável como fatores principais

Combate ao incêndio no Parque Nacional do Itatiaia, em Minas Gerais (Foto: Reprodução)
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  • Em agosto de 2025, o Brasil registrou 17.943 focos de queimadas, o menor número para o mês desde 1998.
  • Essa cifra representa uma queda de 62% em relação à média histórica de 47.348 focos e é 16% inferior ao recorde de 21.410 focos, registrado em 2013.
  • Especialistas atribuem a redução a um alívio climático e a melhorias nas ações preventivas do governo.
  • No acumulado do ano, o Brasil contabilizou 47.531 queimadas, com o Cerrado respondendo por 48% dos focos e a Amazônia por 22%.
  • O Ministério do Meio Ambiente implementou ações, como a contratação de brigadistas e o uso de aeronaves para combate a incêndios, além de destinar R$ 150 milhões para prevenção e combate a incêndios no Cerrado e Pantanal.

Em agosto de 2025, o Brasil alcançou 17.943 focos de queimadas, o menor número já registrado para o mês desde o início do monitoramento pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) em 1998. Essa marca representa uma queda de 62% em relação à média histórica de 47.348 focos e é 16% inferior ao recorde anterior de 21.410 focos, registrado em 2013. Especialistas atribuem essa redução a um alívio climático e a melhorias nas ações preventivas do governo.

Tradicionalmente, agosto é um mês seco, especialmente nas regiões do Centro-Oeste e Amazônia. No acumulado do ano, o Brasil contabilizou 47.531 queimadas, com o Cerrado apresentando 48% dos focos, enquanto a Amazônia teve apenas 22%. O Pantanal, que enfrentou sérios problemas em anos anteriores, registrou apenas 173 focos de calor.

Ações do Governo

Em fevereiro, o Ministério do Meio Ambiente antecipou a edição de uma portaria que identifica áreas vulneráveis ao fogo, permitindo a contratação de brigadistas. O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, destacou a importância da articulação entre estados e municípios para a eficácia das ações de prevenção. A professora de ecologia da UnB, Isabel Schmidt, enfatizou que os resultados dependem da continuidade e ampliação das políticas de prevenção.

A estratégia do Ministério do Meio Ambiente inclui 11 aeronaves para combate a incêndios, aumentando em 70% a capacidade de transporte e em 100% a de lançamento de água. O Fundo Amazônia destinará R$ 150 milhões para ações de prevenção e combate a incêndios no Cerrado e Pantanal, pela primeira vez aplicados fora da Amazônia.

Importância do Engajamento Local

A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, Ane Alencar, ressaltou a necessidade de envolvimento dos prefeitos na agenda de combate ao fogo. O manejo integrado do fogo, que utiliza queimadas controladas para prevenir incêndios maiores, é uma abordagem que vem ganhando espaço. A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, sancionada em julho do ano passado, é vista como um passo importante para a redução dos focos de calor.

Os especialistas acreditam que a combinação de um clima mais favorável e a implementação de políticas eficazes são os principais fatores para a queda dos incêndios em 2025. A continuidade dessas ações será crucial para garantir a proteção dos biomas brasileiros.

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