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Célula imunológica recém-descoberta em camundongos revela causa da inflamação na idade avançada

Pesquisadores identificam novos macrófagos no tecido adiposo que aumentam a inflamação crônica em camundongos mais velhos, revelando 13 tipos distintos.

Macrófagos, que absorvem patógenos, estão implicados na inflamação crônica associada ao envelhecimento (Foto: Reprodução)
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  • Pesquisadores da Universidade de Yale identificaram um novo tipo de célula imune no tecido adiposo que causa inflamação crônica em camundongos mais velhos.
  • O estudo foi publicado em 2 de setembro na revista Nature Aging.
  • Foram identificados 13 tipos distintos de macrófagos que mudam com a idade.
  • Os macrófagos são células brancas do sangue que ajudam na resposta imune, mas a inflamação se torna persistente com o envelhecimento, um fenômeno chamado inflammageing.
  • A pesquisa pode levar a novas abordagens terapêuticas para doenças relacionadas à idade.

Pesquisadores da Universidade de Yale identificaram um novo tipo de célula imune no tecido adiposo que contribui para a inflamação crônica em camundongos mais velhos. O estudo, publicado em 2 de setembro na revista *Nature Aging*, revela a presença de 13 tipos distintos de macrófagos que mudam com a idade.

Os macrófagos são células brancas do sangue que desempenham um papel crucial na resposta imune, eliminando patógenos e detritos celulares. No entanto, com o envelhecimento, a inflamação se torna persistente, um fenômeno conhecido como inflammageing. Os pesquisadores descobriram que as células inflamatórias emergem apenas em camundongos mais velhos, embora outras células imunes no tecido adiposo ajudem a controlar a inflamação.

A equipe, liderada por Vishwa Deep Dixit e Elsie Gonzalez-Hurtado, utilizou técnicas de imagem para categorizar os macrófagos presentes na gordura visceral de camundongos jovens e idosos. A análise dos RNA das células revelou variações significativas na abundância de certos tipos de macrófagos com a idade. Por exemplo, um tipo conhecido, que reside próximo a nervos, diminuiu em fêmeas à medida que envelheciam, enquanto se manteve constante em machos.

Essas descobertas são importantes para entender como a inflamação crônica se desenvolve com o tempo e podem abrir caminhos para novas abordagens terapêuticas no combate a doenças relacionadas à idade. A caracterização detalhada dos macrófagos e suas funções ainda é um campo em desenvolvimento, mas os resultados preliminares oferecem uma nova perspectiva sobre a relação entre envelhecimento e inflamação.

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