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Brasil se destaca como mediador na crise do multilateralismo na COP

Brasil se prepara para a COP 30, destacando a importância da sustentabilidade e a participação do setor privado nas discussões climáticas.

Miriam Leitão entrevista Maria Netto, diretora executiva do Instituto Clima e Sociedade, e Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Foto: Reprodução)
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  • A Conferência das Partes (COP 30) ocorrerá no Brasil em pouco mais de dois meses, com foco na implementação de ações sustentáveis.
  • Marina Grossi, presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), destaca que o Brasil tem uma oportunidade histórica para liderar em sustentabilidade.
  • Maria Neto, diretora do Instituto Clima e Sociedade, ressalta a importância de uma mensagem clara e da implementação das metas climáticas.
  • Ambas as especialistas afirmam que o setor privado deve participar ativamente, com 56% das empresas investindo em sustentabilidade como estratégia de inovação.
  • A COP 30 também abordará a transição energética e a precificação do carbono, com a expectativa de resultados positivos por meio do multilateralismo.

Faltam pouco mais de dois meses para a COP 30, que será realizada no Brasil, e as expectativas são altas. Marina Grossi, presidente do CEBDS, e Maria Neto, diretora do Instituto Clima e Sociedade, destacam a importância do evento para a implementação de ações sustentáveis e a participação do setor privado.

Marina enfatiza que esta é a “COP da implementação”, lembrando que o Brasil tem uma oportunidade histórica para se tornar um líder em sustentabilidade. O país possui a maior biodiversidade do mundo e pode mostrar soluções inovadoras para a redução de emissões. “Estamos organizando um portfólio com 135 cases de sustentabilidade”, afirma Marina, ressaltando a necessidade de ações concretas.

Maria, por sua vez, alerta para os desafios logísticos e a necessidade de uma mensagem clara. Ela destaca que, embora o Brasil tenha apresentado suas metas, o mundo ainda está atrasado na implementação. “O desafio é mostrar que não basta anunciar metas, precisamos implementar”, afirma. A confiança entre os países também é um ponto crítico, especialmente em um cenário de crise geopolítica.

O Papel do Setor Privado

Ambas as especialistas concordam que o setor privado tem um papel fundamental na agenda climática. Marina observa que 56% das empresas estão investindo em sustentabilidade como uma estratégia de inovação. “Não é apenas responsabilidade, é uma questão de competitividade”, diz. Maria complementa que a participação da sociedade civil e dos empresários é crucial para garantir decisões mais eficazes.

A COP 30 também será uma oportunidade para discutir a transição energética. Marina menciona a importância do mercado regulado de carbono, que pode ajudar a reduzir as emissões das indústrias. “O Brasil está buscando um caminho para precificar o carbono e facilitar a transição”, afirma.

Expectativas para a COP 30

Ambas as líderes expressam otimismo em relação à COP 30. Maria acredita que, apesar dos desafios, é possível alcançar resultados positivos por meio do multilateralismo. “Precisamos valorizar o Acordo de Paris e trabalhar juntos”, diz. Marina reforça que a COP deve unir natureza, clima e sociedade, destacando que 70% do PIB do Brasil depende de serviços ecossistêmicos.

Com a aproximação do evento, o Brasil se prepara para mostrar ao mundo suas soluções e inovações em sustentabilidade, destacando-se como um protagonista nas discussões climáticas globais.

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