- Chefs de Belém, no Pará, estão desenvolvendo pratos e sorvetes especiais para a COP 30.
- Ingredientes da Amazônia, como açaí, cupuaçu e castanha-do-Pará, são utilizados nas receitas.
- A sorveteria Cairu lançou o sabor COP 30, que combina pistache, doce de cupuaçu e castanha-do-Pará.
- A Gelateria Damazônia criou o sabor COP+, feito com cumaru, geleia de bacuri e crocante de castanha.
- O projeto Iacitata já comercializou mais de 25 toneladas de alimentos orgânicos, valorizando a agricultura familiar.
Gastronomia paraense se destaca na COP 30 com novos sabores
Chefs de Belém, no Pará, estão criando pratos e sorvetes especiais para a COP 30, que se aproxima. Ingredientes típicos da Amazônia, como açaí, cupuaçu e castanha-do-Pará, são protagonistas nas receitas, buscando encantar os visitantes e apresentar a cultura local.
Marcos Médici, produtor cultural e influenciador gastronômico, destaca que a gastronomia amazônica não apenas alimenta, mas também conta a história da produção dos alimentos. “Nossa gastronomia interage diretamente com a natureza”, afirma. A chef Tainá Marajoara, co-fundadora do projeto Lacitata, reforça que a culinária paraense reflete a diversidade e a valorização dos modos de vida da região.
Com a proximidade da conferência, novos sabores estão surgindo. A sorveteria Cairu lançou o sabor COP 30, que combina pistache, doce de cupuaçu e castanha-do-Pará. Armando Laiun, fundador da Cairu, explica que a ideia é unir o espírito internacional do evento à culinária regional. A marca Recheios do Pará também criou um bombom inspirado na mesma combinação, buscando mostrar a conexão de Belém com o mundo.
Iniciativas locais como a Gelateria Damazônia apostam em sabores 100% regionais, como o COP+, feito com cumaru, geleia de bacuri e crocante de castanha. Carlos Ferreira, proprietário da gelateria, defende que a diversidade de sabores da Amazônia deve ser valorizada.
Tainá Marajoara destaca a importância de promover uma gastronomia que valorize tanto os ingredientes quanto as comunidades que os produzem. O projeto Iacitata já comercializou mais de 25 toneladas de alimentos orgânicos, provenientes de agricultura familiar. “O que chega no prato é o resultado desse sistema”, afirma Tainá.
Marcos Médici ressalta a criatividade da culinária paraense, que transforma ingredientes locais em pratos saborosos. “A força da cozinha local está na capacidade de produzir sabor e memória”, conclui.
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