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Parque da Cidade é elogiado, mas urbanista critica desvio de esgoto em comunidade

Belém investe R$ 5 bilhões para a COP30, mas enfrenta críticas por obras inacabadas e priorização de soluções rodoviárias em vez de transporte público

Mercado do Peixe no complexo Ver-O-Peso em Belém (Foto: Reprodução)
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  • Belém se prepara para a COP30, a maior conferência climática do mundo, com investimentos de R$ 5 bilhões em infraestrutura.
  • O Parque da Cidade é uma das obras em destaque, mas está interditado para a instalação do centro de eventos da conferência.
  • A Avenida Liberdade, que envolve desmatamento e deslocamento de comunidades, não será concluída a tempo e foi excluída da lista oficial de obras.
  • A estrutura da conferência terá duas zonas: a Green Zone, aberta ao público, e a Blue Zone, para representantes de governos.
  • O Aeroporto Internacional de Belém e o mercado Ver-O-Peso também passam por reformas, com a expectativa de entrega no prazo.

A dois meses da COP30, Belém se prepara para receber a maior conferência climática do mundo, com promessas de melhorias na infraestrutura da cidade. As obras em andamento, como o Parque da Cidade, geram tanto críticas quanto elogios. Embora o governo afirme que os trabalhos estão dentro do cronograma, muitos projetos ainda estão inacabados.

Entre as intervenções, o Parque da Cidade se destaca positivamente. A urbanista Roberta Menezes, da Universidade Federal do Pará (UFPA), afirma que a obra é um ganho significativo para a região metropolitana, atendendo à demanda por espaços de lazer. No entanto, o parque está interditado para a instalação do centro de eventos da COP30, e já enfrentou problemas, como uma pista de skate que alagou.

A estrutura da conferência será dividida em duas zonas: a Green Zone, aberta ao público, e a Blue Zone, destinada a representantes de governos. A construção da Vila COP, que abrigará chefes de Estado, ainda está em fase de acabamento. O governo federal garante que 70% da estrutura temporária está montada e que as obras estão dentro do prazo.

Críticas às Obras

Entretanto, nem todas as obras têm sido bem recebidas. A Avenida Liberdade, que envolve desmatamento e deslocamento de comunidades, não será concluída a tempo da conferência e foi excluída da lista oficial de obras da COP30. Urbanistas criticam a abordagem do governo, que prioriza soluções rodoviárias em vez de transporte público.

Além disso, as obras de saneamento, como as macrodrenagens, têm gerado preocupações. José Júlio Lima, também da UFPA, destaca que algumas intervenções podem beneficiar áreas em processo de gentrificação, enquanto comunidades carentes permanecem sem melhorias adequadas.

Investimentos e Expectativas

Os investimentos para preparar Belém para a COP30 são estimados em R$ 5 bilhões, provenientes de diversas fontes, incluindo o governo federal e o BNDES. Enquanto isso, o Aeroporto Internacional de Belém passa por reformas, com a concessionária responsável investindo R$ 450 milhões na modernização do terminal.

As obras no complexo do mercado Ver-O-Peso também estão em andamento, mas enfrentam desafios logísticos. O secretário extraordinário para a COP30, André Godinho, afirma que as intervenções são complexas, mas promete a entrega dos projetos no prazo.

Com a conferência se aproximando, a cidade vive um momento de expectativa e incerteza sobre o legado que as obras deixarão para a população local.

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