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Pirarucu se torna fonte de renda com manejo sustentável na Amazônia

Comunidade de Ingaiora recebe flutuante para pré-beneficiamento do pirarucu, melhorando a higiene e a qualidade do pescado na região

Projeto estimula a participação de jovens e mulheres no processamento e comercialização do pescado (Foto: Reprodução)
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  • A comunidade de Ingaiora, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, recebeu um flutuante para o pré-beneficiamento do pirarucu em 9 de setembro de 2025.
  • O projeto, chamado Cadeia Produtiva do Pirarucu Manejado, é desenvolvido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) com apoio do Bradesco.
  • A nova estrutura pode processar até 70 toneladas de pirarucu por safra, beneficiando 60 manejadores de três comunidades.
  • O objetivo é melhorar a higiene e conservação do pescado, reduzindo perdas e aumentando a qualidade do produto.
  • O projeto já capacitou 369 pessoas e promoveu melhorias em infraestrutura e gestão de negócios, além de incluir palestras de educação financeira.

A comunidade de Ingaiora, localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá, em Fonte Boa (AM), recebeu um flutuante para o pré-beneficiamento do pirarucu, um peixe emblemático da Amazônia. A entrega ocorreu na terça-feira, 9, e faz parte do projeto Cadeia Produtiva do Pirarucu Manejado, desenvolvido pela Fundação Amazônia Sustentável (FAS) com apoio do Bradesco.

A nova estrutura tem capacidade para processar até 70 toneladas de pirarucu inteiro eviscerado por safra, beneficiando 60 manejadores de três comunidades locais. O objetivo é melhorar as condições de higiene e conservação do pescado logo após a captura, reduzindo perdas e aumentando a qualidade do produto. Edvaldo Correa, gerente do Programa de Prosperidade na Floresta da FAS, afirma que o flutuante representa uma aproximação do beneficiamento às áreas de manejo, o que melhora a segurança do trabalho e amplia a autonomia das associações locais.

O projeto, iniciado em 2021, já capacitou 369 pessoas em técnicas de manejo e promoveu melhorias em infraestrutura e gestão de negócios. Durante a segunda fase, 153 manejadores participaram da Feira do Pirarucu em Manaus, onde foram comercializadas mais de 33 toneladas do pescado. Além disso, o projeto incluiu palestras de educação financeira, realizadas por voluntários do Bradesco.

Fases do Projeto

Na terceira fase, além do flutuante, estão previstos aprimoramentos no monitoramento do pescado e novas capacitações. O manejo do pirarucu segue cotas definidas cientificamente, visando manter o equilíbrio ecológico e garantir a reprodução da espécie. Pesquisas do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá indicam uma recuperação da população do pirarucu nas últimas décadas.

Silvana Machado, diretora-executiva de recursos humanos e sustentabilidade do Bradesco, destaca que projetos como este demonstram a possibilidade de conciliar conservação ambiental com desenvolvimento econômico local. A iniciativa tem estimulado a participação de jovens e mulheres no processamento e comercialização do pescado, ampliando as oportunidades de renda na região. Cada peixe comercializado segue as regras do manejo controlado, conduzido pelas próprias comunidades locais.

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