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Poluição na área olímpica do Rio revela avanço imobiliário sem infraestrutura adequada

Iguá investe R$ 125 milhões em dragagem e saneamento no Complexo Lagunar de Jacarepaguá para melhorar a qualidade da água até 2033

Ave pousa sobre sofá na lagoa da Tijuca, com edifícios da Barra da Tijuca ao fundo (Foto: Reprodução)
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  • O Complexo Lagunar de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, enfrenta degradação ambiental devido ao lançamento irregular de esgoto e à falta de infraestrutura sanitária.
  • Desde a década de 1970, o avanço imobiliário na região tem agravado a situação.
  • A concessionária Iguá iniciou obras de dragagem e saneamento, com investimento de R$ 125 milhões, visando melhorar a qualidade da água e aumentar a coleta de esgoto de 70% para 90% até 2033.
  • O biólogo Mário Moscatelli observa sinais de melhora na qualidade da água após um ano de obras, especialmente na lagoa da Tijuca.
  • Especialistas alertam que as obras podem aumentar a circulação de poluentes, e a prefeitura investiu R$ 64,6 milhões na urbanização de favelas e realizou 1.486 demolições de construções irregulares na área.

O Complexo Lagunar de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, enfrenta sérios problemas de degradação ambiental, resultado do lançamento irregular de esgoto e da falta de infraestrutura sanitária. Desde a década de 1970, o avanço imobiliário na região tem agravado a situação, com a ocupação de áreas sem a devida estrutura de saneamento.

Recentemente, a concessionária Iguá iniciou obras de dragagem e saneamento, com um investimento de R$ 125 milhões para melhorar a qualidade da água e a circulação hídrica. O projeto visa aumentar a coleta de esgoto de 70% para 90% até 2033. Além disso, a dragagem pretende remover 2,3 milhões de m³ de lodo das lagoas em um período de três anos, com um custo de R$ 250 milhões.

O biólogo Mário Moscatelli, que acompanha a degradação das lagoas há mais de 30 anos, destaca que a qualidade da água na região é alarmante, comparando-a aos piores índices da Baía de Guanabara. Ele observa que, após um ano de obras, já há sinais de melhora nas taxas de oxigênio dissolvido, especialmente na lagoa da Tijuca.

Desafios e Riscos

Entretanto, especialistas alertam que as obras não são suficientes para resolver os problemas de saneamento. O coordenador do subcomitê da bacia hidrográfica, Mauro Vilar, ressalta que a dragagem pode aumentar a circulação de poluentes, incluindo cianobactérias tóxicas, que podem afetar a praia da Barra. O monitoramento da qualidade da água é uma das condicionantes impostas pelo licenciamento ambiental.

A prefeitura do Rio de Janeiro informou que investiu R$ 64,6 milhões na urbanização de favelas na área e realizou 1.486 demolições de construções irregulares. Moscatelli enfatiza que, além das obras de saneamento, é crucial promover a educação ambiental e o ordenamento do uso do solo para garantir a recuperação do complexo lagunar.

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