- Os Estados Unidos solicitaram a saída do Acordo de Paris em 2025, sob a administração de Donald Trump.
- A decisão deve ser oficializada em janeiro de 2026.
- Cada americano emite cerca de 14,2 toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano, quase três vezes a média global.
- Apesar da saída do acordo, estados e empresas continuam a avançar em metas climáticas, criando incertezas sobre a participação dos EUA na COP30, programada para novembro em Belém (PA).
- Mais de 30 políticas ambientais foram desmanteladas em 2025, incluindo limites de poluição para usinas a carvão.
Os Estados Unidos enfrentam um dilema em sua política climática, alternando entre compromissos ambiciosos e retrocessos. Em 2021, o país voltou ao Acordo de Paris, prometendo reduzir suas emissões de gases de efeito estufa em até 52% até 2030. Contudo, em 2025, sob a administração de Donald Trump, os EUA solicitaram novamente a saída do acordo, uma decisão que deve ser oficializada em janeiro de 2026.
Atualmente, cada americano emite cerca de 14,2 toneladas de CO₂ por ano, quase três vezes a média global de 4,8 toneladas. Apesar da saída do acordo, muitos estados e empresas continuam a avançar em suas metas climáticas, demonstrando um compromisso local com a redução de emissões. Essa situação gera incertezas sobre a participação dos EUA na COP30, programada para novembro em Belém (PA), especialmente após a ausência do país nas negociações em Bonn, na Alemanha.
Impactos Internos e Externos
O retrocesso na política ambiental dos EUA é evidente, com mais de 30 políticas sendo desmanteladas em 2025. Isso inclui limites de poluição para usinas a carvão e incentivos para veículos elétricos. Enquanto isso, governos estaduais e empresas investem em energia limpa e transporte sustentável, criando um contraste com a postura federal.
Especialistas apontam que o papel dos EUA na crise climática é paradoxal. O país, que historicamente tem um dos maiores impactos ambientais, continua a ser crucial no financiamento e desenvolvimento de tecnologias verdes. No entanto, as decisões recentes fragilizam a confiança internacional e levantam dúvidas sobre qual direção o país tomará nos próximos anos.
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