- A Conferência das Partes (COP30) da ONU sobre mudanças climáticas ocorrerá em novembro em Belém, Brasil.
- O secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Simon Stiell, recomendou a redução das delegações devido à crise de hospedagem na cidade.
- Apenas setenta e um dos cento e noventa e seis países membros da UNFCCC confirmaram presença até o momento.
- Os preços de hospedagem em Belém são altos, com tarifas chegando a R$ 9.803,46 por noite em navios.
- O governo brasileiro busca soluções, incluindo subsídios para delegações de países em desenvolvimento e incentivo à participação virtual.
A COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas, ocorrerá em novembro em Belém, Brasil, e já enfrenta desafios significativos relacionados à hospedagem. O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, recomendou que as delegações das agências da ONU sejam reduzidas devido à crise de acomodações na cidade.
Em uma notificação enviada aos chefes do sistema da ONU, Stiell destacou a necessidade de revisar o tamanho das delegações, especialmente no que diz respeito aos overflow badges, que permitem a inclusão de assessores e convidados. A participação virtual será incentivada como alternativa para aqueles que não conseguirem se acomodar.
A situação é crítica, com apenas 71 dos 196 países membros da UNFCCC confirmando presença até o momento. O governo brasileiro está buscando soluções, incluindo subsídios para delegações de países em desenvolvimento, já que os preços de hospedagem em Belém são considerados excessivos. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que o governo está colaborando para garantir acomodações acessíveis.
Crise de Hospedagem
Os preços de hospedagem em Belém têm gerado preocupações, com tarifas que podem chegar a R$ 9.803,46 por noite em navios que servirão como hospedagem. A Secretaria Extraordinária para a COP30 (Secop) está em negociações com hotéis e proprietários locais para flexibilizar as reservas e atender às necessidades das delegações.
Além disso, países como Polônia e Estônia já sinalizaram a possibilidade de não comparecer devido aos altos custos. O vice-ministro do Clima da Polônia, Krzysztof Bolesta, afirmou que os preços em Belém são três vezes superiores ao permitido pelas normas nacionais. A representante da Estônia, Katre Kets, também expressou preocupações sobre a viabilidade de sua participação.
Alternativas e Soluções
Diante da crise, a embaixada da Suíça optou por alugar imóveis diretamente de proprietários locais para acomodar sua delegação. A UNFCCC continua a trabalhar para garantir que as negociações climáticas não sejam comprometidas, mesmo com as dificuldades logísticas enfrentadas por várias nações.
A expectativa é que a redução das delegações e a ampliação da participação virtual ajudem a mitigar os impactos da crise de hospedagem, permitindo que um número significativo de delegados participe das discussões climáticas em um momento crítico para o futuro do planeta.
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