- Pesquisadores da Universidade da Califórnia estimaram que o uso do ChatGPT pode causar a evaporação de até 200 milhões de litros de água por semana.
- Esse impacto afeta o consumo hídrico em cidades brasileiras.
- Cada usuário que faz entre 20 e 50 perguntas ao ChatGPT resulta na evaporação de cerca de meio litro de água potável.
- Com 400 milhões de usuários semanais, o volume de água evaporado poderia atender as necessidades diárias de cidades como Guarulhos e João Pessoa.
- O estudo destaca a importância de discutir o impacto ambiental da inteligência artificial, incluindo o uso de recursos hídricos.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia revelaram que o uso do ChatGPT pode resultar na evaporação de até 200 milhões de litros de água por semana, impactando o consumo hídrico em cidades brasileiras. O estudo destaca a relação entre a inteligência artificial e o consumo de água, um tema que não havia sido amplamente discutido até agora.
Os data centers, onde os dados são processados, consomem grandes quantidades de energia e água para resfriamento. Cada vez que um usuário faz entre 20 e 50 perguntas ao ChatGPT, cerca de meio litro de água potável é evaporado. Com 400 milhões de usuários semanais, o impacto no consumo de água se torna significativo.
Para contextualizar, o consumo diário de água em algumas cidades brasileiras é alarmante. Por exemplo, Guarulhos (SP) consome 170 milhões de litros por dia, enquanto João Pessoa (PB) utiliza 116 milhões de litros. O volume de água evaporado pelo uso do ChatGPT poderia suprir as necessidades hídricas de cidades inteiras por um dia.
Os pesquisadores estimaram a “pegada hídrica” do modelo GPT-3, uma vez que a empresa responsável não divulga dados específicos sobre o consumo de água. A análise incluiu o uso de energia e os sistemas de resfriamento, revelando a importância de discutir o impacto ambiental da tecnologia.
Com o aumento do uso de inteligência artificial, é crucial considerar não apenas o consumo de energia, mas também o uso de recursos hídricos. A pesquisa abre um novo campo de discussão sobre a sustentabilidade das tecnologias emergentes e seu impacto no meio ambiente.
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