- Trabalhadores da construção civil e do setor mobiliário em Belém, Ananindeua e Marituba iniciaram uma greve por tempo indeterminado em 16 de outubro.
- A paralisação envolve cerca de 5 mil operários e afeta obras públicas, incluindo projetos da COP 30.
- A greve foi motivada pela rejeição de uma proposta de reajuste salarial de 5,5% e um aumento de R$ 10 na cesta básica.
- As principais reivindicações incluem um aumento salarial maior, melhorias nas condições de trabalho, promoção para mulheres e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em duas parcelas de R$ 378.
- Os trabalhadores também pedem um valor de R$ 270 para a cesta básica, que é inferior ao custo estimado de R$ 687,30 segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Trabalhadores da construção civil e do setor mobiliário em Belém, Ananindeua e Marituba iniciaram uma greve por tempo indeterminado nesta terça-feira (16). A paralisação, que envolve cerca de 5 mil operários, impacta obras públicas, incluindo projetos da COP 30, como a construção da Vila COP e do Parque da Cidade.
A mobilização ocorre após a rejeição de uma proposta de reajuste salarial de 5,5% e um aumento de R$ 10 na cesta básica, considerados insuficientes pelos trabalhadores. As principais reivindicações incluem um aumento salarial maior, melhorias nas condições de trabalho, promoção para mulheres e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em duas parcelas de R$ 378. Os operários também solicitam um valor de R$ 270 para a cesta básica, que contrasta com o custo estimado de R$ 687,30 segundo o Dieese.
Impacto nas Obras
A greve já afeta diretamente as obras do setor hoteleiro e da Vila COP 30, onde líderes mundiais devem se hospedar durante a conferência. O Parque da Cidade, que será o principal local de negociações, está em fase de montagem das estruturas e foi fechado ao público em agosto para facilitar os trabalhos. A entrega do espaço está prevista para novembro de 2025, pouco antes do início da conferência.
Na manhã de hoje, os trabalhadores realizaram uma passeata pelas ruas de Belém, com concentração na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Brasília (STICMB). A mobilização se estenderá até que as demandas sejam atendidas. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (CREA-PA) e a Secretaria de Obras Públicas do Pará (Seop) foram contatados, mas não se manifestaram até o fechamento desta reportagem.
Entre na conversa da comunidade