- O primeiro filhote de pigargo nasceu em Castilla e León em maio de 2023.
- O projeto de reintrodução da águia gigante, extinta na Península Ibérica desde o século XIX, começou em 2021.
- O Grupo de Reabilitação da Fauna Autóctona e seu Habitat (GREFA) soltou 25 exemplares na região, com 17 sendo monitorados.
- O nascimento é um marco para a biodiversidade espanhola, apesar da suspensão do projeto em Asturias e Cantabria devido a críticas de biólogos e ecologistas.
- O filhote, um macho, foi marcado com GPS e pesa 3,5 quilos ao nascer.
O projeto de reintrodução do pigargo, uma águia gigante extinta na Península Ibérica desde o século XIX, teve um avanço significativo com o nascimento do primeiro filhote em Castilla e León. O evento, ocorrido em maio de 2023, é considerado um marco para a biodiversidade espanhola, apesar da paralisação do projeto em Asturias e Cantabria devido a críticas de biólogos e ecologistas.
O Grupo de Reabilitação da Fauna Autóctona e seu Habitat (GREFA), responsável pela reintrodução, soltou 25 exemplares na região, dos quais 17 permanecem monitorados. Ernesto Álvarez, presidente da GREFA, destacou que a recuperação de uma espécie extinta é uma grande alegria e um passo importante para a biodiversidade. O filhote, um macho, foi marcado com GPS para monitoramento, pesando 3,5 quilos ao nascer.
O projeto, iniciado em 2021 com apoio do Ministério para a Transição Ecológica, enfrentou resistência de entidades como Ecologistas em Ação e SEO/Birdlife, que levantaram preocupações sobre possíveis impactos na pesca e na ganadería. Essas críticas resultaram na suspensão da entrada de novos exemplares em 2023, deixando os já reintroduzidos em um limbo administrativo.
A localização do ninho do filhote não foi divulgada para evitar perturbações. A GREFA monitorou a reprodução da nova família por mais de 500 horas, confirmando a construção do ninho em fevereiro de 2025. O nascimento do pigargo é um sinal positivo para a recuperação da espécie, que pode alcançar até 2,5 metros de envergadura.
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