- O relatório de 2024 da Organização Meteorológica Mundial (OMM) indica que apenas um terço das bacias hidrográficas do mundo teve condições normais no ano passado.
- O documento destaca secas severas na Amazônia e enchentes catastróficas no Brasil, que resultaram em 183 mortes.
- O ano de 2024 foi o mais quente já registrado, com temperaturas 1,55°C acima dos níveis pré-industriais, exacerbadas pelo fenômeno El Niño.
- A estiagem na Amazônia afetou 59% do território nacional, enquanto o Sul do Brasil enfrentou enchentes que deixaram milhares de desabrigados.
- A OMM alerta que eventos climáticos extremos estão se tornando mais frequentes e intensos, exigindo ações imediatas dos governos.
O relatório de 2024 da Organização Meteorológica Mundial (OMM) revela que apenas um terço das bacias hidrográficas do mundo apresentou condições normais no ano passado. O documento destaca a intensificação de eventos climáticos extremos, como secas severas na Amazônia e enchentes catastróficas no Brasil, que resultaram em 183 mortes.
O ano de 2024 foi marcado como o mais quente já registrado, com temperaturas 1,55°C acima dos níveis pré-industriais. O fenômeno El Niño teve um papel central na exacerbação desses extremos climáticos. Além disso, foi o terceiro ano consecutivo em que todos os glaciares monitorados perderam massa, totalizando um derretimento equivalente a 180 milhões de piscinas olímpicas de água.
Impactos no Brasil
No Brasil, a estiagem na Amazônia, que começou em 2023, se intensificou, afetando 59% do território nacional. Essa seca comprometeu rios e comunidades inteiras, enquanto o Sul do país enfrentou enchentes devastadoras, que deixaram milhares de desabrigados. A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que “a água sustenta nossas sociedades, mas está cada vez mais sob pressão”.
O relatório também aponta que secas severas e enchentes históricas estão se tornando o novo normal em um planeta em aquecimento. Na Europa, por exemplo, as inundações resultaram em 335 mortes e afetaram mais de 400 mil pessoas. Na Ásia, chuvas intensas e ciclones, como o tufão Yagi, causaram mais de 1.000 mortes.
Tendências Alarmantes
A OMM destaca que o ciclo hidrológico global está se tornando cada vez mais desequilibrado, com bilhões de dólares em prejuízos sociais e econômicos. O aquecimento no Ártico foi mais de três vezes superior à média global, evidenciando uma tendência preocupante de derretimento cumulativo. Especialistas alertam que eventos climáticos extremos devem se tornar mais frequentes e intensos, exigindo ações imediatas dos governos para mitigar os impactos.
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