- A transição para um sistema energético sustentável é complexa, segundo Mekala Krishnan, do McKinsey Global Institute.
- Durante o evento SDGs in Brazil 2025, em Nova York, ela destacou a intersecção entre trabalho, clima e equidade.
- Krishnan apresentou dados que mostram que os oleodutos e gasodutos de petróleo e gás cobrem uma distância equivalente a duas viagens de ida e volta entre a Terra e a Lua.
- Ela afirmou que 85% das emissões de dióxido de carbono vêm do sistema energético, e dois terços da energia é desperdiçada em várias etapas de produção e uso.
- A eletrificação é vista como uma solução central, mas requer redesenho das redes de distribuição e processos industriais, impactando a criação e extinção de postos de trabalho.
A transição para um sistema energético sustentável enfrenta desafios complexos, segundo Mekala Krishnan, do McKinsey Global Institute. Durante o evento SDGs in Brazil 2025, em Nova York, a especialista destacou a intersecção entre trabalho, clima e equidade, enfatizando a necessidade de uma eletrificação abrangente.
Transformar um sistema energético otimizado ao longo de séculos em um novo modelo sustentável é um dos maiores desafios contemporâneos. Krishnan apresentou dados alarmantes: os oleodutos e gasodutos de petróleo e gás cobrem uma distância equivalente a duas viagens de ida e volta entre a Terra e a Lua. Além disso, existem cerca de 60.000 usinas de energia, predominantemente movidas a gás e carvão, em um mundo onde a eletricidade ainda não é acessível a todos.
A produção industrial global gera 7 bilhões de toneladas anuais de materiais como aço e cimento, utilizando processos de altas emissões. Krishnan ressaltou que 85% das emissões de dióxido de carbono provêm do sistema energético, tanto na geração quanto no consumo de energia. O desperdício é significativo, com cerca de dois terços da energia sendo perdida em diversas etapas de produção e uso.
A solução para essa crise energética requer a construção de alternativas que mantenham a eficácia do sistema atual, mas com emissões drasticamente reduzidas. A eletrificação é vista como uma resposta central, mas implica em redesenhar redes de distribuição e processos industriais. Essa transformação não ocorre isoladamente, pois impacta diretamente a criação e extinção de postos de trabalho.
Krishnan enfatizou que a agenda de empregos deve estar alinhada à agenda climática. Compreender essa intersecção é crucial para garantir uma transição que seja ambientalmente sustentável e socialmente equitativa. A engenharia do futuro energético está intrinsecamente ligada à engenharia do futuro do trabalho.
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