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Valas de refluxo ampliam risco no mar durante ressaca no réveillon do Rio

Fenômeno intensificado por ondas fortes ajudou a explicar o alto número de resgates que levou autoridades a reforçar alertas

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela

O alerta de ressaca no litoral do Rio de Janeiro, emitido às vésperas do réveillon, motivou uma série de orientações das autoridades e resultou em dezenas de ocorrências durante a virada do ano. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil reforçaram os avisos para que banhistas evitassem o mar, diante das condições adversas registradas […]

O alerta de ressaca no litoral do Rio de Janeiro, emitido às vésperas do réveillon, motivou uma série de orientações das autoridades e resultou em dezenas de ocorrências durante a virada do ano. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil reforçaram os avisos para que banhistas evitassem o mar, diante das condições adversas registradas desde o fim de dezembro.

No último dia de 2025, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que o mar apresentava ondas entre 2 e 2,5 metros, com forte energia, presença de valas e correntes de retorno.

A corporação orientou que as pessoas permanecessem fora da água durante as celebrações, especialmente em Copacabana, principal ponto de concentração do réveillon. Para ampliar o alcance das recomendações, drones passaram a emitir avisos sonoros ao longo da orla, alertando banhistas sobre os riscos do mergulho.

As chamadas valas de refluxo, também conhecidas como correntes de retorno, mencionadas como presentes pelo Corpo de Bombeiros, é um fenômeno que ocorre quando a grande quantidade de água trazida pelas ondas para a faixa de areia retorna ao mar por canais mais profundos no fundo, formando correntes estreitas e intensas no sentido oposto ao da arrebentação.

Embora esse tipo de corrente exista mesmo em condições normais, sua presença tende a se tornar mais perceptível e perigosa em momentos de maior agitação do mar.

Com a ressaca registrada às vésperas e durante o réveillon, o aumento da altura e da energia das ondas fez com que um volume ainda maior de água fosse lançado contra a costa, intensificando o fluxo de retorno para o oceano. Esse processo fortaleceu as valas de refluxo ao longo da orla carioca, elevando o risco de arrastar banhistas para áreas mais profundas, inclusive próximos à faixa de areia.

As autoridades destacam que esse cenário contribuiu para o alto número de resgates registrados no período e fundamentou o reforço das orientações para evitar o banho de mar enquanto o alerta de ressaca permanecesse em vigor.

Além das ações preventivas, os bombeiros montaram um esquema especial de segurança para a virada do ano, com postos móveis de salvamento, uso de drones, aeronaves e monitoramento por centros de comando e controle. Ao todo, 1.500 militares atuaram na operação, com apoio de viaturas, embarcações e equipamentos distribuídos em pontos estratégicos da capital e do interior do estado.

As balsas utilizadas na queima de fogos em Copacabana também passaram por vistoria e receberam aprovação do Corpo de Bombeiros antes do evento.

Apesar dos alertas, o mar agitado provocou um alto número de ocorrências. Em apenas 24 horas, 547 resgates foram realizados na praia de Copacabana durante as comemorações do réveillon. As equipes continuaram as buscas por um adolescente de 14 anos que desapareceu no mar após ser atingido por uma onda forte.

As praias cariocas permaneceram sinalizadas com bandeira vermelha, indicando perigo para banho. Em Itaipuaçu, na região metropolitana, um idoso de cerca de 70 anos morreu afogado na manhã do dia 1º.

Já após a virada do ano, a Secretaria de Estado de Defesa Civil confirmou a manutenção do alerta de ressaca para o litoral fluminense, entre a capital e Arraial do Cabo, até a emissão de novos avisos pela Marinha.

O órgão reforçou a recomendação para que moradores e turistas evitem entrar no mar, sobretudo à noite e nos períodos de maré alta, e respeitem a sinalização de segurança e as orientações dos guarda-vidas.

A Defesa Civil também alertou para os riscos adicionais associados ao consumo de bebida alcoólica antes do banho de mar e orientou que crianças permaneçam sob supervisão constante.

Segundo o comandante-geral do Corpo de Bombeiros e secretário de Estado de Defesa Civil, Tarciso Salles, a ressaca eleva de forma significativa o risco de afogamentos. Em situações de emergência, a orientação permanece para que a população procure imediatamente um guarda-vidas ou acione os telefones 193, do Corpo de Bombeiros, ou 199, da Defesa Civil.

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