- Na Ilha das Onças, no Pará, a economia local está fortemente baseada na produção e no escoamento do açaí.
- O barqueiro Mauro afirma que a cadeia produtiva passou por mudanças, com a especialização de funções no transporte do fruto.
- A colheita segue calendário natural: segundo o morador Leonardo, o açaí ainda não está maduro e a extração começa apenas após julho.
- Neide, líder da comunidade, diz que a produção é vendida por meio de parcerias com intermediários, e o dinheiro retorna para a compra de alimentos, roupas e itens básicos.
Moradores de Barcarena (PA) descrevem a cultura do açaí durante a prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. A capital da ilha é onde a produção e o escoamento ditam a dinâmica econômica local. A atividade é apresentada como eixo central de renda para as famílias da região.
Na Ilha das Onças, Mauro, barqueiro há anos, relata mudanças na logística da cadeia do fruto. Ele aponta a especialização de funções ao longo do transporte, com pessoas dedicadas a cada etapa. Para ele, o açaí sustenta a economia da ilha e a subsistência das famílias.
Fora o transporte, o período de colheita depende das condições naturais. Leonardo, conhecido como Seu Léo, explica que a safra ainda não começou e que a extração tende a ocorrer após julho, quando o fruto mature. O calendário da produção é, portanto, sazonal.
A liderança comunitária, representada por Neide, destaca a importância econômica do açaí. A produção é comercializada por meio de parcerias com intermediários, que ajudam a trazer o retorno financeiro necessário para adquirir alimentos e itens básicos.
A mobilização na região ocorre no contexto da prova piloto do censo, que investiga dados agropecuários, florestais e aquícolas. Os resultados apontam como o fruto influencia a renda, os hábitos de compra e o sustento familiar na ilha.
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