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Moradores do Jaguaré criticam orçamento para reparos após explosão

Sabesp revê exigência de três orçamentos para reparos após explosão no Jaguaré; moradores enfrentam demoras e prejuízos, sem confirmação de auxílio emergencial

Casas destruidas no local da explosão no bairro do Jaguaré, na zona oeste de SP
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  • Explosão no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, na tarde de segunda-feira (11), resultou na morte de um homem e deixou outras três pessoas feridas; uma vítima já teve alta, duas permanecem internadas.
  • Moradores relatam dificuldade para iniciar reparos e teriam sido orientados a apresentar três orçamentos com CNPJ; a Sabesp afirmou que houve confusão na comunicação e não será necessário apresentar três orçamentos.
  • Defesa Civil classificou imóveis como verdes e amarelos, com relatos de novos danos em telhado, rachaduras e possível afundamento de solo devido a vazamento de água.
  • Moradores dizem que ainda não receberam o auxílio emergencial prometido e enfrentam atraso para conseguir pedreiros com CNPJ; eletrodomésticos ficaram sem energia por dias.
  • A Sabesp informou que a dispensa vale para reformas estruturais e danos a móveis e eletrodomésticos; equipes contratadas já atuam em imóveis semienvaz de classificação verde/amarelo.

Uma explosão na área do Jaguaré, zona oeste de São Paulo, deixou uma casa destruída, um homem morto e três feridos na tarde de segunda-feira (11). O acidente ocorreu durante uma obra da Sabesp em área de rede compartilhada com a Comgás. A Defesa Civil classificou imóveis próximos como verdes e amarelos, indicando necessidade de reparos.

Moradores relatam dificuldades para iniciar os reparos e assimilaram a orientação de apresentar três orçamentos com CNPJ para pleitear ressarcimento. A justificativa foi uma tentativa de padronizar o atendimento, segundo a Sabesp, que reconheceu falha na comunicação.

Entre os prejudicados está a aposentada Aparecida Rosa dos Santos, que não conseguiu encontrar pedreiros com CNPJ. Ela descreve danos que evoluíram de uma janela quebrada para problemas no telhado e fissuras, e afirma não ter recebido o auxílio prometido ainda.

O aposentado Gilberto Rocha Souza, que está em hotel desde o ocorrido, diz que o telhado da casa foi destruído. A residência foi classificada como laranja pela Defesa Civil, indicando necessidade de reparos estruturais. Ele também relata incerteza sobre o funcionamento de eletrodomésticos.

Caroline Gonçalves conta que a família recebeu prazo de dez dias para apresentar documentos. Enquanto isso, rachaduras aumentam o risco estrutural, e técnicos do IPT identificaram comprometimento na fundação após novas vistorias.

Após pressão dos moradores, a Sabesp informou que a exigência dos três orçamentos foi suspensa no Jaguaré. A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade, Samanta Souza, explicou que o procedimento é padrão em outros atendimentos e houve confusão. A dispensa vale para reformas estruturais e danos a móveis e eletrodomésticos.

Equipes da Sabesp já atuam em imóveis classificados como verdes e amarelos. A explosão causou a morte de um segurança, Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, e deixou outros três feridos; uma vítima já recebeu alta e duas permanecem hospitalizadas.

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