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Estrada europeia fica submersa pelo Atlântico duas vezes ao dia

Passage du Gois, estrada de paralelepípedos de quatro vírgula dois quilômetros, fica submersa entre um vírgula três e quatro metros a cada maré alta, ligando Noirmoutier ao continente

Imagens | Flickr, Google Maps
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  • A Passage du Gois é uma estrada de paralelepípedos de 4,2 km na costa atlântica francesa, que liga Beauvoir-sur-Mer à ilha de Noirmoutier.
  • Ela fica completamente submersa duas vezes por dia, em marés altas, com profundidade entre 1,3 e 4 metros.
  • Por essa razão, é considerada uma das estradas submersas mais perigosas e fascinantes do mundo, sendo atravessada apenas em janelas de algumas horas diárias.
  • A origem da via está ligada a um fenômeno geológico natural chamado wantij, que resulta do encontro de correntes oceânicas opostas e do acúmulo de sedimentos.
  • O nome Gois deriva do termo do dialeto local goiser, e o local exige consulta à tábua de marés antes de atravessar.

A Passage du Gois é uma estrada de paralelepípedos que liga Beauvoir-sur-Mer à ilha de Noirmoutier, na Baía de Bourgneuf, na costa Atlântica da França. Com 4,2 km, ela fica completamente submersa duas vezes por dia pela maré alta, entre 1,3 e 4 metros de água. Mesmo assim, motoristas atravessam a rota quando o Atlântico recua.

A cada maré, o trecho deixa de ser acessível por várias horas, tornando-se uma faixa subaquática. A passagem funciona como infraestrutura intermitente, abrindo apenas no intervalo em que a água baixa. Quem atravessa precisa consultar a tábua de marés e respeitar os horários para evitar riscos.

Origem natural da via

A Passage du Gois nasceu de um processo geológico, não de um projeto de engenharia. Ao longo de séculos, correntes oceânicas opostas acumularam areia, lodo e sedimentos sobre um leito rochoso, formando uma faixa de terra chamada wantij. O nome Gois vem de um termo do dialeto local que descreve essa área entre terra e mar.

Entidades envolvidas e contexto atual

A travessia é icônica por seu contraste entre beleza e perigo, devido à alternância entre pista seca e oceano coberto. Autoridades locais utilizam regras estritas de acesso e sinalização para orientar visitantes e motoristas. Não há interrupções permanentes, apenas o funcionamento sazonal da passagem.

Fontes: cobertura especializada sobre a Passage du Gois e seu fenômeno natural de inundação. Fonte também relacionada a informações históricas sobre a via e o seu significado regional.

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