- Casa de 614 m² em Bento Gonçalves, Serra Gaúcha, adota climatização com referências canadenses para enfrentar o frio do clima serrano.
- Projeto assinado pela ILLA Arquitetura, com dois volumes em forma de L apoiados em pilotis, integrando araucária e plátanos preservados em terreno de 1.920 m².
- Fachada sul quase cega para privacidade e proteção térmica; quartos e banheiros com janelas do piso ao teto na face norte, varanda de cinco metros e deque de cumaru.
- Janelas amplas, teto-jardim e calefator de alta performance distribuem o calor; madeira pínus tratada pela técnica Shou Sugi Ban na fachada.
- Estrutura metálica no volume social, espaço de lazer abaixo da cobertura plana e integração com a natureza por meio de vidro e iluminação natural.
A casa de 614 m² construída em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, surge integrada à paisagem de mata nativa e vales da região. O terreno de 1.920 m² preserva araucária e plátanos, que orientaram o desenho em dois volumes em forma de L, elevados por pilotis.
A obra privilegia vistas para o entorno e utiliza grandes janelas que emolduram a paisagem. Um deque de contemplação, ao nível das copas das árvores, amplia a interface com o exterior, tornando a casa parte da natureza.
Estrutura e volumes
O conjunto, com base em concreto e estrutura metálica, ocupa o ponto mais alto do terreno, acompanhando a inclinação da rua. Um volume abriga a área íntima, enquanto o social fica sobre a plataforma de concreto, com pé-direito de quatro metros.
A fachada sul é quase cega para manter privacidade e reduzir o frio. Apenas a entrada possui visibilidade; quartos e banheiros recebem janelas amplas na face norte, orientadas para o sol.
Materiais e acabamentos
As paredes de alvenaria recebem pínus tratado com a técnica Shou Sugi Ban, resistente às intempéries. A entrada é pela porta de cumaru, recuada na fachada, valorizando o efeito de volume elevado.
A marcenaria clara contrasta com o concreto e o forro de cumaru, evitando sensação pesada no interior. Painéis deslizantes de vidro conectam o living à varanda de 5 metros de largura.
Conforto térmico e integração com o clima
Para enfrentar o frio serrano, a arquitetura busca referências canadenses de proteção térmica. Esquadrias com vidro favorecem a vedação e isolamento, reduzindo a perda de calor.
O living recebe um calefator de alta performance, com tubulação que distribui o ar aquecido por toda a casa. Na cobertura, vegetação de alto desempenho ajuda a manter a temperatura interna estável.
Espaços de uso e circulação
O segundo volume abriga a área social, com vão de vidro que se abre para a varanda e o deque. A cobertura plana possui vidro na borda para entrada adicional de luz, mantendo a circulação fluida entre ambientes.
A área de lazer fica no vão entre o muro de arrimo e a estrutura de concreto, cercada por caixilhos de vidro para integração com a área externa e a piscina.
Destaques do projeto
O teto-jardim na laje do volume íntimo funciona como mirante e contribui para o isolamento térmico. A ideia da arquiteta é unir equilíbrio entre contemporaneidade brasileira e hábitos de eficiência energética inspirados no Canadá, adaptando-os ao clima do Sul.
A casa foi concebida para que os ambientes possam usufruir da paisagem sem abrir mão do conforto térmico, com uma arquitetura que privilegia iluminação natural e ventilação cruzada quando possível.
Entre na conversa da comunidade