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Família com três aprovados no CNU é alvo da PF em operação contra fraudes

Polícia Federal prende três suspeitos, incluindo líder de esquema que cobrava até R$ 500 mil por gabarito

Empresa fraudava documentos para favorecer familiares dos donos e associados (Foto: Polícia Civil)
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  • O Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024 é investigado por fraudes após a aprovação de três membros de uma mesma família.
  • A Polícia Federal (PF) realizou a operação “Última Fase” e prendeu três suspeitos, incluindo Wanderlan Limeira, acusado de liderar o esquema.
  • O grupo cobrava até R$ 500 mil por acesso antecipado a provas e utilizava documentos falsos.
  • Durante a operação, a PF apreendeu o celular de Larissa Neves, sobrinha de Wanderlan, que fez a prova em Patos, mesmo residindo em São Paulo.
  • O Ministério da Gestão está colaborando com as investigações e aguarda desdobramentos para tomar novas medidas.

O Concurso Nacional Unificado (CNU) de 2024, realizado no ano passado, voltou a ser alvo de investigações devido a um esquema de fraudes. A Polícia Federal (PF) deflagrou a operação “Última Fase”, resultando na prisão de três suspeitos, incluindo Wanderlan Limeira, apontado como líder do esquema. O grupo cobrava até R$ 500 mil por acesso antecipado a provas e utilizava documentos falsos.

As investigações foram impulsionadas por casos suspeitos, como a aprovação de três membros de uma mesma família em cargos concorridos. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o esquema envolvia também o uso de ponto eletrônico para receber respostas durante as provas. Conversas interceptadas revelaram tentativas de pagamento por gabaritos do CNU, indicando a profundidade da fraude.

Detalhes da Operação

Durante a operação, a PF apreendeu o celular de Larissa Neves, sobrinha de Wanderlan, que fez a prova em Patos, mesmo residindo em São Paulo. Nos diálogos encontrados, Larissa e seu pai, Antônio Limeira das Neves, discutiam a venda de imóveis para pagar a quantia exigida pela organização criminosa. O relatório da PF ainda aponta que Antônio ofereceu peças de ouro e um veículo como parte do pagamento.

Além dos membros da família Limeira, mais seis candidatos que apresentaram gabaritos idênticos também estão sob investigação. O Ministério da Gestão declarou que está colaborando com as autoridades e que aguardará desdobramentos para tomar novas medidas. A defesa de um dos suspeitos, Ariosvaldo, nega as acusações e afirma que as evidências são meros indícios.

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