- Pesquisa Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, aponta 28,5 milhões de brasileiros vivendo em áreas dominadas por facções criminosas e milícias, equivalentes a 19% da população, aumento em relação aos 14% de 2024.
- Levantamento ocorreu entre 2 e 6 de junho; foram ouvidas 2.007 pessoas com mais de 16 anos em 130 cidades, com margem de erro de ±2 p.p.
- O estudo foca na percepção do crime organizado, incluindo roubos, agressões e fraudes em plataformas digitais.
- Dados indicam incremento de 5% na percepção de convivência com o crime organizado, sinalizando necessidade de políticas públicas de segurança mais eficazes.
- Implicações vão além da segurança local, atingindo serviços públicos e a estrutura social; objetivo é sensibilizar autoridades para ações mais eficazes no combate ao crime organizado.
Ao menos 28,5 milhões de brasileiros afirmam viver em áreas dominadas por facções criminosas e milícias, conforme pesquisa do Datafolha, divulgada nesta quinta-feira (16). O estudo, encomendado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que 19% da população reside em localidades com presença explícita desses grupos, um aumento em relação aos 14% registrados em 2024.
A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 6 de junho e ouviu 2.007 pessoas com mais de 16 anos em 130 cidades de todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento focou na percepção dos entrevistados sobre o crime organizado, incluindo roubos, agressões e fraudes financeiras em plataformas digitais.
Aumento na Percepção do Crime
Os dados mostram uma crescente preocupação com a presença de grupos criminosos nas comunidades. O aumento de 5% na percepção de convivência com o crime organizado destaca a urgência de políticas de segurança pública eficazes. Especialistas apontam que a situação pode estar relacionada ao aumento da violência e à falta de investimento em segurança nas áreas mais afetadas.
O questionário também abordou outras questões relacionadas à segurança, como o medo de assaltos e a sensação de impunidade. A pesquisa evidencia a necessidade de um diálogo mais amplo sobre as condições de segurança nas áreas urbanas, onde a presença de milícias e facções se torna cada vez mais comum.
Implicações para a Segurança Pública
A presença de facções e milícias não afeta apenas a segurança local, mas também tem implicações sociais e econômicas. Comunidades que convivem com o crime organizado frequentemente enfrentam desafios adicionais, como a falta de serviços públicos e a desestabilização da estrutura social.
Com esses dados, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública busca sensibilizar as autoridades sobre a gravidade da situação e a necessidade de ações mais efetivas para combater o crime organizado no Brasil.
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