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Governo do Rio confirma 121 mortes em megaoperação na Penha e no Alemão

Foram feitas 113 prisões, além de 10 adolescentes apreendidos; números podem aumentar

Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil
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  • Operação Contenção, realizada no dia 28 de outubro, é a maior ação policial no Rio de Janeiro em quinze anos, com dois mil e quinhentos agentes para cumprir cento e oitenta mandados de busca e apreensão e cem mandados de prisão, enfrentando o avanço do Comando Vermelho.
  • Até 29 de outubro, foram registradas 121 mortes, sendo 117 civis e quatro policiais; também houve cento e treze prisões, incluindo trinta e três pessoas de fora do estado, e dez adolescentes encaminhados a unidades socioeducativas.
  • O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que as mortes ocorreram em confrontos e que as vítimas eram criminosas que reagiram; ele defendeu a operação como legítima e negou a caracterização de chacina.
  • O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, minimizou as vítimas, dizendo que apenas oito pessoas foram afetadas, incluindo os quatro policiais mortos; afirmou que a letalidade era previsível, mas não desejada, e que houve tiroteios intensos que causaram pânico e fechamento de escolas e comércios.
  • A ação ocorreu principalmente em áreas de mata; câmeras corporais podem não ter registrado tudo, o que levanta dúvidas sobre a transparência; as autoridades seguem investigando, e as consequências permanecem incertas.

A Operação Contenção, realizada no último dia 28 de outubro, é considerada a maior ação policial no Rio de Janeiro em 15 anos. Com um efetivo de 2,5 mil agentes, a operação teve como objetivo cumprir 180 mandados de busca e apreensão e 100 mandados de prisão, enfrentando o avanço do Comando Vermelho. Até o dia 29 de outubro, foram registradas 121 mortes, sendo 117 civis e quatro policiais.

O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que as mortes ocorreram em confrontos e que as vítimas eram tratadas como criminosas que reagiram à ação policial. Ele defendeu a operação como uma ação legítima do estado, negando a caracterização de chacina, termo utilizado por defensores dos direitos humanos. As autoridades ainda destacaram que 113 prisões foram realizadas, incluindo 33 pessoas de fora do estado, e 10 adolescentes foram encaminhados a unidades socioeducativas.

Críticas e Controvérsias

A operação gerou críticas de especialistas, moradores e organizações de direitos humanos. O secretário de Segurança Pública, Victor dos Santos, minimizou o número de vítimas, afirmando que apenas oito pessoas foram afetadas, incluindo os quatro policiais mortos. Ele alegou que a alta letalidade era previsível, mas não desejada. A operação foi marcada por intensos tiroteios, que causaram pânico e fecharam escolas e comércios.

As autoridades também informaram que a maior parte dos confrontos ocorreu em áreas de mata, onde muitas vítimas foram encontradas. No entanto, a falta de registros por câmeras corporais, que podem não ter funcionado adequadamente, levanta dúvidas sobre a transparência da operação. Curi ressaltou que a polícia não tinha conhecimento dos corpos encontrados pela comunidade.

Impacto e Consequências

As consequências da Operação Contenção ainda são incertas, com a possibilidade de aumento no número de vítimas. As autoridades continuam a investigar a situação, enquanto a comunidade se mobiliza para entender os desdobramentos da ação. O clima de tensão persiste na cidade, refletindo a complexidade da segurança pública no estado.

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