Uma nova batalha judicial coloca Suzane von Richthofen novamente sob os holofotes. Além disso, existe a possibilidade de que ela volte para a cadeia. Em regime aberto desde que deixou a Penitenciária de Tremembé, ela passou a ser investigada por furto após denúncia registrada por sua prima, Silvia Magnani, na Polícia Civil de São Paulo. […]
Uma nova batalha judicial coloca Suzane von Richthofen novamente sob os holofotes. Além disso, existe a possibilidade de que ela volte para a cadeia. Em regime aberto desde que deixou a Penitenciária de Tremembé, ela passou a ser investigada por furto após denúncia registrada por sua prima, Silvia Magnani, na Polícia Civil de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, Suzane teria retirado da casa de seu tio uma lavadora de roupas, um sofá, uma poltrona e uma bolsa com dinheiro e documentos. O imóvel pertencia ao médico aposentado Miguel Abdalla Netto e fica no bairro Campo Belo, em São Paulo. Ele foi encontrado morto no imóvel, no dia 9 de janeiro.
A acusação surge em meio à disputa por uma herança estimada em cerca de R$ 5 milhões. Sem filhos, esposa ou testamento, Miguel deixou um espólio que virou alvo de conflito entre familiares. Silvia afirma ter vivido uma união estável de 14 anos com o médico e tenta assumir a função de inventariante, enquanto Suzane sustenta que tem direito prioritário como parente consanguínea.
Em processo que corre na Vara de Família e Sucessões de Santo Amaro, Suzane já admitiu ter entrado na residência e retirado bens, incluindo um carro Subaru XV, além de soldar o portão do imóvel. Ela afirma que agiu para proteger objetos que acredita poder herdar futuramente, antes mesmo de qualquer decisão judicial.
Suzane pode voltar à cadeia
O caso, porém, ultrapassa a esfera cível. Como cumpre pena em regime aberto, Suzane não pode se envolver em novos crimes. Se a investigação concluir que houve furto e a Justiça entender que houve violação das regras, ela pode sofrer regressão de regime e voltar ao sistema prisional para cumprir o restante da pena de 39 anos pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen.
A disputa atual reacende um histórico familiar marcado por conflitos patrimoniais. Em 2002, após a morte dos pais, Suzane tentou acessar uma herança milionária, mas foi justamente o tio Miguel quem recorreu à Justiça e conseguiu impedir que ela recebesse os bens.
A morte do médico também levantou dúvidas. O corpo foi encontrado já em avançado estado de decomposição, sentado em uma poltrona, depois que um vizinho estranhou sua ausência prolongada. O atestado de óbito apontou causa indeterminada, e o caso passou a ser tratado como morte suspeita até a conclusão de exames complementares.
Enquanto a polícia investiga a denúncia e a briga pela herança avança nos tribunais, o desfecho pode redefinir não apenas o destino do patrimônio milionário, mas também a liberdade de Suzane — novamente no centro de uma história que mistura crime, família e dinheiro.
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