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Pré-Carnaval em São Paulo tem confusão, correria e intervenção policial. Entenda o que aconteceu

Encontro de megablocos na Consolação gerou superlotação e interrupções, mas Prefeitura afirma que fim de semana foi um “sucesso”

Imagem: Redes Sociais

Entre fantasias, música e multidões, o pré-Carnaval em São Paulo também teve episódios de tensão. No domingo (8), a concentração simultânea de dois megablocos na região da Consolação terminou em empurra-empurra, atendimentos médicos e reforço policial após a queda de grades de proteção. Apesar do cenário de superlotação, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou o […]

Entre fantasias, música e multidões, o pré-Carnaval em São Paulo também teve episódios de tensão. No domingo (8), a concentração simultânea de dois megablocos na região da Consolação terminou em empurra-empurra, atendimentos médicos e reforço policial após a queda de grades de proteção.

Apesar do cenário de superlotação, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) classificou o balanço como positivo. 

“Se considerarmos a quantidade de pessoas e as poucas ocorrências, a conclusão é que foi um sucesso”, afirmou em entrevista à GloboNews.

Na mesma linha, disse que a infraestrutura montada pela Prefeitura “foi perfeita”, citando a presença de equipes de saúde e segurança ao longo do circuito.

O que aconteceu na Consolação

O ponto crítico surgiu durante o desfile do bloco patrocinado pela Skol, que tinha como principal atração o DJ escocês Calvin Harris. A programação previa início às 11h30, com artistas brasileiros abrindo o trio, e o show do DJ a partir das 14h. Por volta das 12h, o bloco parou de avançar e a multidão passou a se comprimir, com empurra-empurra e relatos de mal estar.

No trio, os artistas interromperam a apresentação mais de uma vez para pedir ajuda. O cantor Nattan parou o show três vezes para solicitar apoio a bombeiros e equipe do evento. Com a rua tomada, pessoas que precisavam de atendimento encontraram dificuldade para chegar aos postos médicos.

Imagens e vídeos mostram pessoas desmaiando e sendo retiradas em macas, ambulantes perdendo mercadorias e foliões lutando para abrir espaço. Na altura do número 1400 da Consolação, parte do público removeu proteções próximas a um prédio na via e ocupou uma área aberta do imóvel. Outros, se agarraram a portões e grades de prédios para conseguir respirar.

Ação da prefeitura

A Prefeitura informou que acionou um plano de contingência a partir das 14h55 para recuperar a mobilidade e reduzir os pontos de pressão. Entre as ações, a gestão readequou as linhas de controle, abriu ruas transversais como rotas de saída, bloqueou a entrada de mais pessoas no circuito da Consolação, retirou bloqueios para ampliar a circulação e colocou a GCM na frente da condução do trio para evitar novas paradas.

Em nota, a administração afirmou que os postos médicos operaram para atender quem procurou o serviço e que não houve nenhuma ocorrência grave registrada no local. O próprio prefeito resumiu o momento como resultado de “um volume enorme de pessoas” e disse que precisou liberar acessos nas vias transversais para permitir que o público deixasse a área.

O que diz a PM

A Polícia Militar afirmou que adotou estratégias, com acompanhamento em tempo real por imagens aéreas do helicóptero e de drones. Segundo a PM, os blocos foram monitorados a partir da Sala de Gerenciamento de Incidentes instalada no COPOM.

A corporação afirmou que a integração com órgãos parceiros como Metrô, CET, Prefeitura e GCM permitiu coordenar medidas para garantir a fluidez e a segurança dos foliões. Além disso, recomendou que pessoas evitassem a região da Consolação e imediações por volta das 16h, diante da concentração excepcional de público.

Além dos episódios de aperto na Consolação, a polícia registrou prisões ligadas a crimes patrimoniais e comércio irregular. A Polícia Civil informou que deteve 16 pessoas no domingo. No Ibirapuera, prendeu quatro suspeitos, sendo três pela distribuição de bebidas clandestinas e um com celulares furtados. Na Barra Funda, deteve 12 suspeitos, parte deles por atuarem como ambulantes sem credenciamento. Também eram suspeitos de trocar cartões bancários durante pagamentos, com dezenas de cartões de terceiros apreendidos.

Na Consolação, a polícia informou que prendeu ao menos quatro pessoas, incluindo dois suspeitos de furtar celulares no bloco do DJ Calvin Harris e outros dois encontrados com celulares e uma corrente de ouro.

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