O cantor MC Poze do Rodo foi preso na manhã desta quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, durante uma ação da Polícia Federal que mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão. A investigação faz parte da chamada Operação Narcofluxo, que busca desmontar uma estrutura criminosa voltada à ocultação e […]
O cantor MC Poze do Rodo foi preso na manhã desta quarta-feira (15), no Rio de Janeiro, durante uma ação da Polícia Federal que mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão. A investigação faz parte da chamada Operação Narcofluxo, que busca desmontar uma estrutura criminosa voltada à ocultação e circulação de valores ilícitos, inclusive por meio de criptoativos.
A prisão ocorreu na casa do artista, no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da capital fluminense. Segundo a PF, ele está entre os investigados por possível participação no esquema, que teria ramificações dentro e fora do país.
Em nota, a defesa afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo da decisão judicial que embasou a prisão. Os advogados informaram que irão se manifestar assim que tiverem conhecimento integral do caso.
Da favela ao topo das paradas
Natural da comunidade do Rodo, em Santa Cruz, MC Poze ganhou notoriedade no cenário do funk ao longo dos últimos anos, com músicas que retratam o cotidiano das periferias do Rio. Entre os sucessos mais conhecidos estão “Me Sinto Abençoado”, “Essência de Cria” e “A Cara do Crime”.
O próprio artista já declarou, em entrevistas, que teve passagem pelo tráfico de drogas durante a juventude, fase que afirma ter influenciado sua trajetória e suas letras. Também costuma afirmar que busca alertar jovens sobre as consequências desse caminho.
Histórico de ocorrências policiais
Esta é a terceira vez que o cantor é preso. Em 2019, ele foi detido durante uma apresentação em Mato Grosso, sob acusação de apologia ao crime. Anos depois, em 2024, voltou a ser alvo de investigação em uma operação da Polícia Civil do Rio que apurava a realização de sorteios irregulares nas redes sociais. Parte dos bens apreendidos na ocasião foi devolvida pela Justiça em 2025.
Recentemente, MC Poze também relatou ter sido vítima de um assalto em sua residência, com prejuízo estimado em cerca de R$ 2 milhões.
Popularidade e mercado
Com forte presença nas redes sociais, onde soma milhões de seguidores, o artista figura entre os nomes mais requisitados do funk atualmente. Seus cachês podem chegar a cerca de R$ 200 mil por apresentação, com agenda frequente de shows pelo país. Ele também já integrou o line-up de eventos de grande porte, como o Rock in Rio.
Apuração segue em andamento
A Polícia Federal ainda não divulgou detalhes completos sobre a operação, como o número total de investigados ou possíveis desdobramentos judiciais. O foco das autoridades é rastrear a movimentação financeira suspeita e identificar todos os envolvidos no esquema.
O caso segue sob investigação.
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