- A prefeitura de Limeira fechou acessos irregulares à Ponte do Esqueleto e ampliou ações de segurança, com obras permanentes sob responsabilidade da União. Profile: acesso ao local é crime.
- Uma jovem de 21 anos morreu no último sábado, ao ser arremessada da ponte durante salto de rope jump sem uso de cordas de segurança, a partir de cerca de 40 metros de altura.
- A Secretaria do Patrimônio da União informou que a transferência da ponte para o Patrimônio da União ocorreu em maio e que não autorizou atividades no local; as obras estruturais permanentes permanecem sob responsabilidade da União.
- Em reunião realizada no interior paulista, no dia 15, a SPU e a Advocacia-Geral da União manteram diálogo com os governos locais para definir uma solução definitiva para a ponte.
- As prefeituras de Limeira e Cordeirópolis defenderam a demolição da estrutura de propriedade da União; Limeira informou ter aberto uma valeta para impedir acesso, que foi fechada sem conhecimento da administração.
A Prefeitura de Limeira confirmou nesta quarta-feira (17) o fechamento de acessos irregulares à Ponte do Esqueleto, na divisa com Cordeirópolis, interior de São Paulo. A medida busca ampliar a segurança após a morte de uma jovem no último sábado, ocorrida durante a prática de salto sem corda. A administração informou que a intervenção pretende impedir novas ocorrências enquanto não há solução definitiva.
Conforme o município, as obras estruturais permanentes continuam sob responsabilidade da União, incluindo muros de contenção e manutenção das valetas. A prefeitura ressaltou que o acesso ao local não é permitido e caracteriza crime. A intervenção municipal ocorre dentro do acordo com o governo federal para reforçar a interdição.
A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, é tema central da decisão. A jovem foi arremessada de cerca de 40 metros por instrutores de uma empresa privada durante o salto no vazio. A família informou que o equipamento de segurança não estava preso adequadamente.
Reunião entre SPU e governos locais
Representantes da SPU e da AGU tiveram reunião na segunda-feira (15) com os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis para discutir a ponte. A SPU informou que continua avaliando a remoção da estrutura, que pertence oficialmente à União desde maio deste ano.
As prefeituras sustentaram a demolição da ponte como solução imediata. Cristina Saad, de Cordeirópolis, e Murilo Félix, de Limeira, destacaram os riscos conhecidos há anos e defenderam medidas rápidas para evitar novos acessos. O governo local de Limeira informou que abriu uma valeta para impedir o acesso, mas a vala foi fechada sem o conhecimento da gestão.
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