A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a quinta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A investigação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o Comando Vermelho. Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. Segundo a […]
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) a quinta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A investigação apura um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de ações policiais para o Comando Vermelho.
Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão. Segundo a CNN Brasil, um dos alvos é Rodrigo Bacellar, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ele já está preso. A defesa ainda não havia se manifestado.
Outro alvo da operação é o contraventor Adilsinho, que também é investigado por homicídio.
Investigação mira elo entre política e facção
A Operação Unha e Carne surgiu como desdobramento de investigações sobre o possível vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun, que mirou integrantes do Comando Vermelho e pessoas suspeitas de ligação com a facção.
A suspeita central é que agentes públicos e figuras com influência política tenham repassado informações reservadas a investigados, prejudicando ações policiais e favorecendo integrantes do crime organizado.
O caso ganhou peso político porque envolve nomes ligados ao poder público do Rio de Janeiro. Bacellar já havia sido apontado em fases anteriores da investigação como suspeito de ter avisado o ex-deputado TH Joias sobre uma operação policial.
Caso aumenta pressão sobre segurança no Rio
A nova fase reforça a preocupação das autoridades com a infiltração do crime organizado em estruturas públicas. Para a PF, o vazamento de operações não apenas atrapalha investigações, mas também pode colocar agentes em risco e favorecer a destruição de provas.
O avanço da apuração ocorre em um momento em que o Comando Vermelho aparece no centro de investigações nacionais e internacionais. A facção tem sido tratada como uma das principais ameaças de segurança pública do país, com atuação que vai além dos presídios e comunidades do Rio.
A operação segue em andamento, e novos detalhes devem ser divulgados ao longo do dia.
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