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<li>A Polícia Federal deflagrou a Operação Vêu de Maia, para investigar lavagem de dinheiro, evasão de divisas e exploração ilegal de apostas no Brasil, com 87 empresas suspeitas de atuarem como laranjas de apostas clandestinas.</li>
<li>As investigações indicam remessas de valores ao exterior por meio de criptoativos e divulgação sem regras de boa conduta, sem pagamento de taxas ou impostos e sem sistema de autoexclusão.</li>
<li>São cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Aparecida de Goiânia, Goiânia, São Paulo, Ribeirão Preto, Porto Alegre e Canoas; na cidade gaúcha, houve prisão em flagrante de um morador, com quatro armas sem registro apreendidas.</li>
<li>A ação teve início a partir de informações da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, com indícios de exploração irregular identificados em maio de 2025.</li>
<li>A Fazenda informou que bloqueou domínios identificados, e que estima que o mercado clandestino mova bilhões em 2025, com as bets clandestinas representando entre quarenta e um por cento e cinquenta e um por cento do mercado total.</li>
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A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (6) a Operação Véu de Maia contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado à exploração ilegal de apostas no Brasil. A investigação mira 87 empresas suspeitas de movimentar recursos de operadores clandestinos.
A PF cumpre nove mandados de busca e apreensão, além de buscas pessoais, em Aparecida de Goiânia, Goiânia, São Paulo, Ribeirão Preto, Porto Alegre e Canoas. Os investigadores também apuram a possível remessa irregular de dinheiro ao exterior por meio de criptoativos.
Durante as buscas em Canoas, agentes encontraram quatro armas sem registro e prenderam o morador do endereço em flagrante. As autoridades não detalharam a origem do armamento nem informaram se as armas têm relação com o esquema investigado.
A investigação começou após a Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, enviar informações à Polícia Federal. Segundo a apuração, as 87 empresas teriam atuado como intermediárias para movimentar recursos de operadores irregulares.
O Ministério da Fazenda estima que cerca de 300 operadores estejam por trás de quase 50 mil sites ilegais de apostas. As investigações também apontam o uso de instituições financeiras para processar pagamentos ligados às plataformas clandestinas.
Os investigados podem responder por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa e outros crimes que a PF identificar durante a investigação.
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