Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por múltiplas etapas de processamento e contêm ingredientes químicos, como aditivos e conservantes. O consumo excessivo desses produtos pode acarretar riscos à saúde. Verônica Dias, nutricionista do Instituto Nutrindo Ideais, ressalta que a qualidade dos ingredientes é mais importante que o número deles. Alimentos minimamente processados podem ter […]
Os alimentos ultraprocessados são aqueles que passam por múltiplas etapas de processamento e contêm ingredientes químicos, como aditivos e conservantes. O consumo excessivo desses produtos pode acarretar riscos à saúde. Verônica Dias, nutricionista do Instituto Nutrindo Ideais, ressalta que a qualidade dos ingredientes é mais importante que o número deles. Alimentos minimamente processados podem ter mais de três ingredientes, desde que sejam naturais e sem aditivos artificiais.
Para identificar um alimento ultraprocessado, é essencial ler o rótulo. Se a lista de ingredientes incluir muitos itens químicos ou complexos, é provável que seja ultraprocessado. Exemplos de características incluem a presença de aditivos químicos, ingredientes derivados de alimentos e a ausência de ingredientes frescos. Em contraste, um alimento industrializado não é considerado ultraprocessado se contiver apenas ingredientes naturais ou minimamente processados, como um pão integral feito apenas com farinha, água e sal.
Existem alimentos industrializados que, apesar de processados, não são ultraprocessados. Dias menciona opções como iogurte natural, queijos tradicionais e grãos embalados, que podem ser consumidos com moderação. Esses alimentos preservam o valor nutricional e evitam os riscos associados aos ultraprocessados. A leitura atenta dos rótulos é fundamental para garantir a ausência de aditivos.
O consumo de ultraprocessados está associado a riscos à saúde, como doenças metabólicas, obesidade e problemas cardiovasculares. Estudos indicam que esses alimentos têm alta densidade calórica e baixo teor de fibras, aumentando o risco de câncer. Um estudo da Fiocruz revelou que o Brasil gasta anualmente R$ 10,4 bilhões com as consequências do consumo de ultraprocessados, incluindo tratamentos no SUS e mortes prematuras, que somaram cerca de 57 mil em 2019.
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